Amanhecer em Brasília, a capital federal, é lindo… E as notícias fresquinhas chegam à minha porta. Estou conectado ao mundo também pela internet onde folheio as paginais digitais dos principais sítios. E uma coisa me chama atenção: o pãozinho francês é o grande vilão. Aqui, ele (o pãozinho) é acusado de ser o causador do aumento da inflação. Coitadinho, ajudou a elevar o IPCA – um dos muitos índices que medem o custo de vida do brasileiro – acima dos 5% em março deste ano.
Enquanto isso, nos bastidores da política, o embate entre governo e oposição sobre quem vazou o dossiê contendo informações sigilosas dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, dona Ruth, e alguns ministros mais chegados. O Aparecido, que apareceu na mídia como sendo aquela pessoa que enviou o material (fresquinho) para um computador do Senado Federal (leia-se gabinete do senador Álvaro Dias, ex-presidente da Telepar, a estatal de telefonia do Paraná privatizada em 1998…).
Intimidação é a conclusão mais recente. A lógica dos subterrâneos é a seguinte: para mostrar que tinha armas contra o PSDB, o Palácio do Planalto fez chegar às mãos do senador Dias tais informações. Coisa de gênio. O tiro teria saído pela culatra e mais uma vez vemos na mídia outro escândalo que vai terminar numa pizza. Só que pelo aumento do preço do trigo, que reflete na farinha, um ingrediente básico para a massa da pizza, acredito que o seu custo poderá ficar mais caro. E isso vai impactar diretamente na inflação.
E com os preços dos alimentos pela hora da morte, as emissoras de televisão antenadas com as dificuldades que chegam ao bolso do brasileiro, sugerem a substituição de produtos da cesta básica na hora de levá-lo ao fogão. Uma receita foi mostrada ontem à noite: substitua o feijão preto pelo carioquinha. Não use óleo. Faça os alimentos nos fornos, ou até mesmo cozidos. As frituras estão impraticáveis.
Se é assim na cozinha do cidadão comum, imaginem como deve ser a fritura nos palácios de Brasília. Homenageada por ser a “Mãe” do PAC, o programa que tem por objetivo acelerar o crescimento econômico do país, Dilma Roussef vem sendo temperada e colocada numa frigideira à fogo brando. Volta e meia, aumenta-se o volume da chama.
E isso também custa caro? Terá impacto na inflação o uso do óleo de cozinha para tostar Dilma? Ora, bolas! Mas isso é feito com o dinheiro da população. Para muitos, não deve ter tanta importância assim. Que tal criarmos um índice de inflação somente dos os gastos do governo. Seria mais ou menos assim: o superfaturamento de obras elevou a inflação. Por ter comprado pó de café mais caro que o praticado no mercado, a inflação do índice governo subiu…
Neste ano teremos eleições municipais. Que tal substituirmos os políticos em nossas cestas-básicas? Aquele prefeito corrupto não merecerá o seu voto (digo seu porque este ano não voto. Moro em Brasília.) Pra quê serve o vereador? Acho que chega. Por hoje é só. Vou correr até a padaria do meu amigo português antes que ele leia as notícias e resolva aumentar o preço do pãozinho francês.
Tags: A mãe do PAC, aumento do preço do pãozinho francês, índices de inflação no Brasil, óleo de cozinha mais caro, cesta-básica, feijão carioquinha e feijào preto, o vazamento do dossiê, senador Álvaro Dias
Maio 10, 2008 às 1:29 pm |
Fantástico! Apesar de notícias nem tão otimistas, comecei o dia me divertindo muito com seu humor sarcástico. É memso para todo mundo parar e pensar… e sobra mesmo, sempre, para o pobre do pãozinho…
Maio 11, 2008 às 9:55 am |
e hoje é o dia de todas as mães…obrigado …
Maio 12, 2008 às 8:34 pm |
Então o vilão é o pãozinho francês?
Será que foi ele que jogou aquela menina do sexto andar? Sim, pois há quem afirme que o foi o pãozinho “austríaco” quem manteve a filha trancada durante anos mantendo relações sexuais com ela…