De economia, política e amenidades…

By Roberto Cordeiro

Uma das notícias econômicas que ocupou as páginas dos jornais foi o espetacular lucro líquido do Banco do Brasil (BB) nos três primeiros meses de 2008: R$ 2,35 bilhões. Os “jornalões” comentam que o resultado financeiro superou a banca privada – leia-se Bradesco e Itaú. Justifica-se, entre outras coisas, que a entrada de R$ 305 milhões da venda da Visa Internacional ajudou a reforçar o caixa do banco “estatal”. E o mercado financeiro apostava num lucro não superior a R$ 1,5 bilhão.

Na blogesfera, uma notícia do Instituto de Política Econômica Aplicada (IPEA) informa que os 10% mais ricos do Brasil são donos 75% da riqueza. Ou seja, a minoria rica é detém o maior volume de dinheiro. Devem ser clientes do BB? A mesma pesquisa diz que os mais ricos estão concentrados em três capitais: São Paulo, Salvador e Rio. Pasmem!!! Salvador concentra 67% das riquezas num universo de 10% da população de superiquinhos. Esses dados foram conseguidos com exclusividades pela Folha Online.

Enquanto isso, as minhas parcas economias vão virando pó. Calma leitores! Explico: os US$ 10 que sobram da minha última viagem internacional que guardava no cofre particular de minha casa tiveram uma drástica desvalorização. Em março, desembolsei R$ 18,50 para tê-los na minha carteira. Hoje, essa mesma quantidade equivale a R$ 16,55. Ou seja, perdi grana nesse investimento. Exatos R$ 1,95 que se fosse a uma dessas lojinhas de R$ 1,99 conseguiria algo legal…

E quem manda não investir em ações do BB, da Petrobras, da Vale, ou dos demais bancos privados. Tem outra notícia sobre o sistema financeiro: o G1 informa que os bancos tiveram a melhor rentabilidade dos últimos 14 anos. Isso tudo no governo Lula. Ou seja, nunca num governo os bancos tiveram tamanha liquidez.

E sigo na minha insistência (aposta) no dólar. Até porque tem outra notícia que informa o resultado das exportações das indústrias DF em quatro meses deste ano: US$ 42,1 milhões. Ou seja, mesmo com a cotação do dólar despencando a cada dia, as empresas brasilienses apresentaram num quadrimestre volume de vendas 51,6% daquilo que foi enviado para o mercado externo em 2007 (US$ 81,5 milhões).
 
Na política, o acordo do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin com o PTB permitirá cinco minutos de horário eleitoral gratuito (pago pelo bolso do contribuinte) na disputa à Prefeitura de São Paulo. Já o impacto causado pelo pedido de demissão de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente parece ter se diluído. O presidente Lula comparou a decisão de Marina com uma filha que decide sair de casa e tentar vôo próprio. Ela (a filha) reassume a cadeira no Senado.

Para terminar o dia, dois assuntos mais amenos. No país dos telefones celulares, a imagem que ilustra esse texto é de um aparelho dos mais caros do mundo. Uma feira na Alemanha apresenta celular que custa 179 mil euros, o equivalente a R$ 475,6 mil feito em ouro branco e com 1,7 mil pedras de diamantes. Não é chic?

Fiz isso por impossibilidade de colocar no espaço Fran Slaviero, jornalista que protagoniza ensaio sensual para a revista masculina “Vip”. Aliás, fotos de mulheres nuas é assunto proibido pela minha patroa. Os meus olhos são somente para ela (claro! a minha patroa).

 

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Uma resposta para “De economia, política e amenidades…”

  1. Eliana Disse:

    Acho bom mesmo.

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