A favorita

By Roberto Cordeiro

As notícias que dominam essa manhã de sexta-feira estão voltadas para o mundo. Talvez, por ser início de dia aqui no Brasil, ainda não é possível produzir os assuntos bombásticos que poderão invadir os sítios e/ou saírem publicados nos jornais impressos no dia seguinte. Em Israel, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, participou das comemorações dos 60 anos daquele país. Antes de seguir para a Arábia Saudita, Bush atacou um dos seus principais alvos no Oriente Médio: o presidente do Irã, Mahmud Ahmadineiad. Segundo o presidente norte-americano, Ahmadineiad quer levar aquela região para a época medieval. Bush prometeu defender Israel do terrorismo.

 
Bem longe do Oriente Médio, e mais perto do Brasil, em Lima (Peru), ocorrem os preparativos para a reunião de cúpula América Latina, Caribe e União Européia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê um clima tenso nesse encontro de chefes de Estado. Tudo isso porque a Interpol mostrou ligações entre as Farc e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A análise do disco rígido de computadores dos “revolucionários” colombianos apontou o elo entre Chávez e a guerrilha. Isso deve ser suficiente para o incendiário venezuelano produzir discursos inflamados.

Dos Estados Unidos, o senador Democrata Barack Obama se antecipa e diz que o presidente Bush o acusa de “querer negociar” com terroristas. E Michelle Obama, mulher de Barack (ele foi estagiário dela num escritório de advocacia), vira alvo dos Republicanos do Tenneesse. Um vídeo que caiu no YouTube com o título de “Orgulhosa”, aponta-a numa reunião para arrecadar fundos para a campanha do marido Obama: “pela primeira vez na minha vida adulta estou orgulhosa do meu país.”

Isso mostra com clareza que a disputa eleitoral americana ficará polarizada entre John McCain e Barack Obama. A favorita senadora por Nova York Hillary Clinton teve sua candidatura bastante esvaziada nas últimas horas. Sem fundos para bancar a campanha pela indicação do Partido Democrata, a senhora Clinton tem dado os últimos suspiros com recursos próprios. Há quem acredite numa saída negociada deste cenário político. Porém, as velhas raposas da política avaliam que nesse campo é importante saber o momento de se recolher. E parece que a senadora ainda não descobriu que é chegada a hora.

A favorita da mídia norte-americana, como diria Mário Jorge Lobo Zagallo, vai ter que engolir Barack Obama. Se não houver qualquer acidente de percurso, coisa pouco provável, Obama vai com chances para bater o candidato John George W. McCain Bush. Claro que o Partido Republicano deve ter um monte de “dossiês” para atacar o principal adversário antes das eleições do dia 4 de novembro.

E dossiês também não faltam aqui em Brasília. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a  favorita tupiniquim, foi alvo dessas digamos maldades. O dossiê que vazou da Casa Civil direto para um assessor do Senado Federal ainda promete desdobramentos futuros.  Aqui no Brasil, o Democratas – não confundam com o Democrata americano – tem algumas cartadas.

Isso até parece novela da Rede Globo, só que vai ao ar no Jornal Nacional, noticioso que antecede os dramas de Aguinaldo Silva. Na ficção, o que tem interessado ao povo brasileiro, é saber os destinos das personagens que rondam a trama de “Duas Caras”. Então, um convite: assistam aos próximos capítulos.

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2 Respostas para “A favorita”

  1. Elton Disse:

    E aí Mr. Roberto Obama!
    Cara, hoje tava ouvindo um podcast de um correspondente da Folha em NYC. e ele foi categórico. “Hillary está devendo até os terninhos e o laquê de seu cabelo, mas parece brasileira: a loira não desiste nunca”. Dei risada.

    Mas acho que, no fundo, ela está certa! Por quê desistir agora? Por conta do modelo eleitoral americano, ela só poderá se candidatar novamente em 2016, caso Obama vença as eleições. Na minha opinião, ela não desiste neste momento, já que, mesmo que não seja a “eleita” dos Democratas, logo logo ela vai jogar contra o seu próprio partido. Duvida?

    Ainda segundo essa lei eleitoral, caso o partido Democratas perca as eleições em novembro, Hillary pode se candidatar em 2012! To gostando do jogo dela… tudo é estratégia.

  2. robertocordeiro46 Disse:

    Acho que ela vai pedir dinheiro emprestado ao Barack Obama. Aliás, você pode também contribuir para a redução do endividamento de campanha da senhora Clinton. Aceita-se doações não dedutíveis no IR. Quer tentar Elton John Pacheco McCain Bush…?????

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