A noite passada ainda era de comemoração para os torcedores do Fluminense. Mesmo sem a definição do próximo adversário, o que só aconteceu ao término do jogo Santos 1 x 0 América do México, flamenguistas, vascaínos, botafoguenses… Todos eram unânimes em nos felicitar pela vitória diante do São Paulo (3 a 1), na última quarta-feira, em pleno Maracanã.
Voltei correndo para casa. Queria saber qual time o Fluzão enfrentaria nas semifinais da Libertadores. De imediato, sintonizei a televisão no SporTv. O treinador do Peixe, Emerson Leão, desabafava sobre a desclassificação do time da Vila Belmiro. Achei conversa de perdedor. Mas o Santos tinha vencido o América. Só que o placar não foi suficiente para colocá-lo no caminho do tricolor das Laranjeiras.
Foram dois os argumentos do técnico santista: a retranca dos jogadores do América e a necessidade de um dirigente brasileiro assumir o comando da Conmebol, organizadora da competição continental. Permaneci atento. Só minutos adiante é que veio a informação que tanto buscava: o próximo adversário será Boca Juniors. América e LDU farão a outra partida das semifinais.
E como havia dito anteriormente, num campeonato deste porte não se deve escolher o adversário. O time tem que estar preparado para qualquer enfrentamento. Claro que será uma parada bastante difícil. Boca tem tradição. É o maior campeão das Américas. Creio que se passarmos desta fase, colocaremos uma das mãos no caneco. Então, a sugestão é esquecermos as comemorações iniciadas na última quarta-feira e centrarmos todas as energias possíveis na grande partida da próxima quarta, lá na Argentina.
Por um instante lembrei-me do amigo Pedro, fanático torcedor do Boca, que no decorrer desta competição não incluía o Fluminense entre os semifinalistas. Com raízes em Santos, o amigo não vislumbrava enfrentar o tricolor carioca. Agora, terá o fim de semana para refletir. E, ao torcedor do Fluzão, não cabe cantar a vitória antes do tempo. Deixe isso para o Pedro.
Aos jogadores um recado: coloquem o coração na ponta da chuteira. Acreditem. O técnico Renato Gaúcho e coordenador de futebol Branco, para não citar a diretoria toda, devem estar fazendo um trabalho de modo a assegurar a concentração da equipe nesta grande partida de futebol. Serão 180 minutos de muita emoção. No jogo de volta, em pleno Maracanã, a torcida pó-de-arroz dará um belo espetáculo. Vai ser a diferença na disputa da vida de todos.
Neste momento, quero apenas que o correspondente-estagiário Elton Pacheco (Dramas do Sucesso), que visitou recentemente a capital portenha, fique na torcida pelo Boca. Pé-frio, ele vai nos ajudar a subirmos mais um degrau nesta caminhada rumo ao topo das Américas. No mais, desejo que todos os outros torcedores se juntem a nós. Pois o Fluzão é o Brasil na Libertadores.
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