Quadrilha, poesia de Carlos Drummond de Andrade, nunca esteve tão atual. Os versos do poeta mineiro podem entrar num trocadilho mais ou menos assim: Branca amava Zé, que gostava da Grande, que oferecia altas festas no palácio, escolheu o velho que não amava ninguém. Então, apareceu o empreiteiro que comprometeu todo mundo. Frutos de uma mesma quadrilha.
Esta poesia está na edição de VEJA que circula desde ontem (21 de junho) país afora. Serve também para mostrar como tantos personagens submergiram nos últimos meses. Mas, os verdadeiros versos de Drummond são estes: “João amava Teresa que amava Raimundo / que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili / que não amava ninguém. João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.”
Pode ser o Convento das Mercês. Pode ser a tia Teresa. Tudo é uma pobreza quando se trata da política no Brasil e com escala, infelizmente, no Maranhão. Há trocadilhos nos versos de Drummond para todos e tantos personagens ou personalidades. Confira no Jornal Pequeno. Que o TRE não me condene, mas os eleitores do Maranhão estavam errados quando não elegeram Vidigal. Vale conferir…
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