Como explicar uma derrota? Não dá para encontrar uma resposta plausível. Falta de garra? Descuido na marcação? Nada se justifica. Então, o melhor a fazer é justamente esquecer a acachapante vitória da LDU em Quito. O placar adverso pode ser invertido. O que se espera é um time mais ligado e mais consciente na próxima partida, no dia 2 de julho, em pleno Maracanã. É a verdadeira decisão da Taça Libertadores.
Cabe ao técnico Renato Gaúcho recolher os cacos e fazer os jogadores se concentrar para a “Batalha do Rio”. E não pense que o adversário vai dar moleza! Será outra pedreira. Mas temos tudo para superá-lo. O jogo de ontem à noite primou pelo descuido. Pela falta de vontade. Levar um gol no começo da partida foi algo de lascar. De arrebentar o coração de qualquer torcedor.
Depois veio o empate com Conca. Parecia uma situação mais cômoda. Mas, a LDU fechou o primeiro tempo com placar elástico: 4 a 1. Foi necessária a bronca de Renato. O time retornou para a segunda etapa um pouco mais ligado. Descontou com Thiago Neves. E acabou em 4 a 2. E Fernando Henrique ainda teve que fazer uma excelente defesa no finalzinho.
Agora, ao Fluminense só interessa uma vitória por diferença de três gols. Uma vantagem de dois gols, prorrogação e, se terminar assim, a decisão vai para os pênaltis. A torcida pó-de-arroz vai lotar o Estádio Mário Filho. Serão 80 mil vozes gritando, pulando, dando um show nas arquibancadas. Porém, é preciso que os jogadores retribuam.
A comissão técnica deve decidir pelo isolamento da equipe. Neste momento vale tudo para que os atletas mirem apenas o jogo do Maracanã. Temos que lembrar o hino tricolor: Vence Fluminense com o verde da esperança. Pois quem espera sempre alcança.
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