Foi-se o tempo em que por causa de uma polegada o Brasil perdeu o título de Miss Universo com a baiana Marta Rocha. Naquela época não existia ou não estava em desenvolvimento a cirurgia plástica, a mesma que permitiu à candidata da Venezuela, Dayana Mendonza conseguir sagrar-se a mulher mais bela do planeta em 2008.
Agora, as causas são outras. A gaúcha Natália Anderle revelou, ao desembarcar em São Paulo, que o obstáculo em seu caminho foi exatamente a fluência na língua inglesa. Ou seja, se Natália soubesse conversar em inglês na certa estaria entre as 15 finalistas do concurso e, quiçá, eleita Miss Universo.
O Brasil, pela sua imensidão, tem este problema de comunicação. São mais de 180 milhões que falam o português – ou melhor a língua portuguesa brasileira – com infinitos dialetos, mas um pequeno contingente que teve a oportunidade de estudar outros idiomas, sendo os mais freqüente inglês, espanhol e francês.
Então, fica a título de sugestão para os organizadores do concurso Miss Brasil incluir, entre os critérios de escolha, que a candidata tenha fluência na língua inglesa. Deste modo, o país conseguirá uma melhor posição no ranking na próxima edição do concurso.
Obs. Isso não é demérito para a beleza de Natália Anderle.
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