O fim.

By Roberto Cordeiro

diploma

Por um placar bastante elástico (8 a 1) o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou: não precisa de diploma para o exercício da profissão de Jornalista. Os senhores da lei bateram o martelo sob uma pendenga que durava anos. O presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, relator do processo jogou um balde de água fria na movimentação em favor do diploma que, a partir de agora, vira peça para ser emoldurada e fixada na parede.

golmarmendes relator

E os estudantes de jornalismo que estão para se formar? Gastaram uma baba com os respectivos cursos para, ao término do processo judicial, concluírem que perderam tempo. Seria melhor ou recomendável que se formassem em medicina, direito, arquitetura, engenharia, ou até mesmo pedagogia. Ocorre que os senhores Supremo não deixaram margem para uma regra de transição. Exemplo: os cursos devem ser fechados imediatamente? O que deve fazer o aluno que está se formando?

Como fica daqui para frente? O aluno pode desistir do curso e chegar no sindicato ou na Delegacia do Ministério do Trabalho e solicitar autorização para exercer a profissão? Ou basta pedir ao dono do jornal ou do canal de rádio ou de televisão um emprego de jornalista e será imediatamente aceito pelo novo (ou futuro patrão). A sociedade fica nas mãos do Poder Judiciário para decisões como estas.

É preciso colocar um freio no intervencionismo. Ou vamos agora pedir ao Supremo que reduza, por exemplo, os casos em que o cidadão precisa de advogado para se defender. Acho que todos aqueles que sabem ler e escrever não necessitam de prepostos para dizer o que é melhor ou pior no dia-a-dia de qualquer cidadão. Esta reserva de mercado ninguém vai quebrar. Ou melhor: devem ampliá-la.

O jeito é pegar jornal de ontem e usá-lo para embrulhar peixe ou banana. Sim, devo mudar de profissão. Engrossarei a fileira dos feirantes. Enquanto isso, uns poucos preferem embrulhar o País…Mas, deixem para lá.

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9 Respostas para “O fim.”

  1. bruno Disse:

    Novos tempos, como não e necessário diploma de letras tornar-se escritor, então o por que da necessiadade para o jornalismo, afinal o jornalismo é nada menos nada mais que uma profissão narrativa, o mérito não esta no diploma, esta na repercursão do texto. Parabéns ao Supremo!!!

  2. rejane Disse:

    Eu discordo do supremo. E as pessoas que gastaram para fazer o curso de jornalismo,como ficam?

  3. walmir Disse:

    Não, não,não… Isso está errado. O supremo, na minha opinião, foi infeliz
    nesta decisão. Concordo com o jornalista Roberto. Tem que ser colocado um freio no intervencionismo.

  4. bruno Disse:

    Acabei de assistir o Jornal da Globo e a emissora como seus jornalistas são de apoio à decisão, mas é claro que opinões diferentes são validas, entretanto o entendimento é que a liberdade de expressão é suprema, além do mais jornalismo não é ciência ou técnica, portanto exercer a profissão nao deve ser privilégio dos graduados.

  5. juniamagalhaes de almeida Disse:

    Roberto:

    Não sei bem, qual é a desse Ministro Gilmar. Bem fez o ministro Joaquim Barbosa quando replicoi:” O senhor não esta falando com seus capangas da sua fazenda em mato grosso”.

    O supremo teve uma visão unilateral. Deveria harmonizar a decisão para os que fizaeram seus cursos de jornalismo tivessem seus diplomas validados. Hoje, sou a favor de um diploma. Sabe porque deficiência do ensino no Pais.

    Ainda não li os jornais hoje. Vou ler para melhor opinar sobre o assunto.

    Começou o programa do Jó “Jó e as meninas do Jó. Distraida nesse blog me esqueci até, de jantar.

  6. juniamagalhaes de almeida Disse:

    Li os comentários posteriores sobre o assunto. A decisão não foi tão estapafúrdia como pensei.
    Ser alguma coisa na vida é preciso de um “dom” específico, e nasce com o cara. Se o cara não tiver talento, dom para uma determinada profisão não adianta Faculdade.

  7. O Eleitor Disse:

    Joáo Saldanha, Villas Boas Correa, Carlos Castelo Branco e etc etc etc……..são muito os jornalistas que fizeram a história do jornalismo brasileiro sem nunca terem sentado num banco de faculdade.
    Por vias transversas estou de acordo com a decisão do Supremo.

  8. Ana Disse:

    Perder tempo?
    E o conhecimento adquirido? Não vale nada?
    Esse ponto de vista resume a faculdade a uma mera fabriquinha de diplomas.
    Os bons jornalistas continuarão empregados, graduados ou não, independente de diploma. É a prova de que o que vale é o conhecimento, não o papel.

  9. Elton Pacheco Disse:

    Ah, deixa pra lá nada. Queria ler a opinião de alguém que está na profissão há vários anos. Poderia render um post aqui né? Ia bombar.

    ABS!

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