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Boca e Cruzeiro, o jogo da tarde pela Libertadores

abril 30, 2008

Boca Juniors e Cruzeiro é a principal atração da Copa Libertadores neste fim de tarde (17h40 – horário de Brasília). O time mineiro vem de uma goleada sobre o Atlético e tem na partida com os argentinos a decisão de quem irá para as quartas-de-final do certame sul-americano. Talvez, esse seja um jogo difícil para a Raposa nessa fase mata-mata. A partida de volta ocorre no dia 7 de maio, no Mineirão.
Outros três clubes brasileiros entram em campo. O Fluminense faz o primeiro jogo contra o Nacional de Medellín, o Flamengo pega o América (México) e o São Paulo entra em campo contra o Nacional do Uruguai. Amanhã, Santos e Cucutá, também da Colômbia.
Enquanto isso, a Copa do Brasil traz um jogo importantíssimo para as pretensões do  Corinthians, que este ano disputa a Série B do Campeonato Brasileiro. Às 21h45, o time de Mano Menezes joga contra o Goiás. Em Goiânia – Serra Dourada – a equipe perdeu por 2 a 0.
No final de semana, as decisões estaduais prometem. Palmeiras e Ponte Preta, Flamengo e Botafogo, Internacional e Juventude. O Cruzeiro está com as mãos na taça após os 5 a 0 sobre o Galo.

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A Lei de Imprensa

abril 30, 2008

Era meados de 2006. Estava almoçando numa churrascaria de beira de estrada no interior do Maranhão. Naquela ocasião, trabalhava como assessor de imprensa do ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, então candidato a governador daquele Estado. Em determinado instante, o celular tocou. Do outro lado, um “coleguinha” aflito. Um juiz do Rio de Janeiro havia sentenciado o bloqueio de sua conta corrente, bem como as contas da empresa para onde trabalhava naquela época.
O pedido de socorro teve por objetivo consultar Vidigal, que até março de 2006 comandava a maior Corte infraconstitucional do país. E com um ingrediente a mais: o ministro, aposentado àquela época, é jornalista e defensor da revogação de um dos últimos entulhos do regime militar: a Lei de Imprensa. Isso porque 40 décadas após a instituição da referida lei, tornou-se instrumento arcaico, retrógado, etc e tal. Com o passar do tempo, outros instrumentos foram introduzidos ao Ordenamento Jurídico que contemplam “punições” por eventuais crimes.
O calor da campanha política talvez tenha impedido de prosperar a ajuda. Hoje, o “coleguinha” é correspondente de outro periódico. Perdemos o contato. Desconheço o desdobramento que levou aquela “mordaça”.
Pelo que tenho lido na mídia nos últimos meses, outras ações judiciais têm sido articuladas. Pedidos de indenizações milionárias. Recordo-me de outro caso ocorrido com um repórter de conhecida rede de televisão. Contas bloqueadas. Indenizações milionárias. Tudo tomando por base a Lei de Imprensa.
Agora, percebo uma maior mobilização da Associação Nacional de Jornais (ANJ), do Congresso Nacional e da UNESCO na II Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa. Trata-se do marco inicial que pode resultar no “sepultamento” da referida lei. Parte dessa legislação inclusive foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) e, num primeiro momento, obteve liminar parcial que suspende a aplicação de 22 artigos desta lei.
Não vi em nenhum matutino, ou mesmo nas reportagens veiculadas nas emissoras de tevê na noite anterior, qualquer manifestação da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), entidade maior dos trabalhadores, ou da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), baluarte de outras mobilizações nacionais. Mas isso não faz muita diferença. As duas entidades sempre defenderam e defendem os interesses da classe profissional. Acredito que mídia nacional deva abrir espaço para tais manifestações.
Então, o que se pretende aqui é deixar esse blog para quaisquer manifestações. Contra ou a favor, mas com argumento. A minha opinião, dita acima, tem por base engrossar as fileiras dos que defendem a liberdade de imprensa. Os Códigos Penal e Civil brasileiros abrigam dispositivos até mais rigorosos para punir quaisquer deslizes. É importante, nesse instante, que as propostas avancem. Que saiam do debate ideológico. Essa é a torcida.

Libertadores 2008, Fluzão e Nacional de Medelin

abril 29, 2008

O futebol é uma paixão que move o brasileiro. Comigo não seria diferente. E a minha paixão é o Fluminense, o tricolor das Laranejras. Lembro que estava em Paris, em março, com a camisa oficial do tricolor, e um parisiense soltou essa: “Diga aí Tricolor das Laranjeiras”. Foi legal. Agora, voltando o foco para o jogo Fluminense e Nacional. Embora não esteja em Medellin, na Colômbia, mas acompanho do Brasil as notícias que estão sendo produzidas por lá. O técnico Renato Gaúcho já definiu a escalação do time para o jogo desta quarta-feira (30), às 22h (horário de Brasília), contra o Atlético Nacional, no Estádio Atanasio Giradot. A novidade foi a inscrição do jovem Alan no plantel do Fluzão que segue firme na Libertadores. Pelo que assisti no jogo contra o São Paulo, partida disputada em pleno Morumbi, o Nacional é parada dura. Aliás, para um time que aposta na Libertadores, não tem adversário fácil. Todos são difíceis. Ainda mais quando se investe numa competição internacional do porte da Libertadores.
Fluminense: Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior Cesar; Ygor, Arouca, Conca e Thiago Neves; Cícero e Washington

 

A primeira postagem…

abril 29, 2008

Iniciar um blog não é tarefa tão fácil como se pensava. Nem tão difícil quanto se imaginava. Então, abro esse espaço sideral, com o título “Diário de Bordo”, com a finalidade de relatar as viagens, as amizades, etc e tal.

Transporto então para esse espaço um texto que escrevi sobre a viagem à Índia:

Texto Roberto Cordeiro

Foto José Joffre

Nova Delhi – As diferenças entre Brasil e Índia vão muito mais além do fuso-horário de 8h30. Situada na Ásia Central, berço de duas importantes religiões (hinduísmo e budismo), a Índia se subdivide em 29 estados e seis territórios. Os idiomas mais freqüentes são hindi e inglês, além de 21 dialetos nacionais. Para um ocidental, quer seja em viagem a negócios ou a turismo, antes de preparar as malas e tomar o avião, é bom dedicar um tempinho para leituras de informações sobre o país.

Para que a visita seja bem-sucedida, planeje bastante. Pois senão, as chances de as coisas darem erradas são enormes. A culinária é rica, mas os pratos apimentados. Lá, a carne bovina não figura no cardápio. A vaca é sagrada. Frango e carneiro podem ser ótimas opções. Para beber, os sucos de frutas tropicais como melancia, melão e laranja. Água mineral se encontra em todos os lugares e a Pepsi domina os refrigerantes. As bebidas alcoólicas são caras. A cerveja Kingfisher é uma das mais consumidas.

A chegada à Nova Delhi se deu após uma conexão em Paris. Há conexões também para Frankfurt e Joanesburgo. O Aeroporto Mahatma Gandhi é bastante confuso. Lá, é possível saber o real significado da fila indiana. São filas quilométricas para entrar no terminal, vistoriar as malas, fazer o check in ou chek out, passar pela imigração, etc e tal. Ao deixar o terminal de desembarque, os primeiros contatos com a população. O trânsito bastante caótico. Para quem não conhece, recomenda-se não se arriscar ao volante pelas ruas da cidade. É impraticável.

A pobreza se contrasta com alguns sinais exteriores de riqueza. Pechinchar é a palavra que o viajante deve ter em mente. Negocie. Não aceite o primeiro preço cobrado nas lojas da capital indiana, mesmo que isso possa soar uma ofensa.

A moeda local (rúpia) traz a esfinge de Gandhi. Com R$ 1 compra-se 23,61 rúpias. E um dólar equivale a 42 rúpias. Há agências de câmbio e banco no aeroporto. O transporte em Delhi é bastante precário. Uma corrida de táxi, por exemplo, do Taj Mahl Hotel ao Delli Haat(galeria comercial sob um viaduto) custa 130 rúpias ida e volta. O motorista fica à porta da loja aguardando o passageiro.

Porém, o melhor é o tuc-tuc, uma espécie de vespa com capacidade para dois passageiros. Esse meio de transporte se prolifera por todos os cantos. Os simpáticos indianos não podem ver visitantes estrangeiros que saem com suas motinhas à cata de clientes.

Na capital indiana pode-se visitar alguns monumentos, mas o Taj Mahl, um dos mais importantes em Agra, um pouco distante. Os restaurantes recomendados para comida indiana são: Bukhara, Ivy, Masala Art e Punjabi By Nature. Já os pratos ocidentais podem ser consumidos no restaurante Basil and Thyme, Churrascaria Brasileiras, os italianos Diva e La Pizza, o espanhol Sevillia. 

Os principais pontos turísticos são Baha´i House of Worship, Crafits Museum, Humayun´s Tomb, Índia Gate, Jama Masjid, Lodhi Gardens, Qutab Minar, Rashtrapati Bhavan e Red Fort (Lal Qila).

Para as compras, além do Dilli Haat, as sugestões são os mercados Basant Lok, City Walk Mall, Connaught Place, INA Market e Santushti Complex Mall. 

A rede hoteleira é bastante diversificada. Os hotéis mais importantes são Ashok Hotel, Hyatt Regency, Le Meridien, Marriot Welcom Hotel, Maurya Sheralton, Radisson, Shangri-la, Taj Mahl, Taj Palace, The Ambassador, The Claridges, The Grand hotel, The Grand Intercontinental, The Imperial, The Oberoi e The Park.

O melhor período para visitar a Índia vai de outubro a março, quando a temperatura fica abaixo dos 40 graus. A Embaixada do Brasil em Nova Delhi fica no seguinte endereço: 8, Aurangzeb Road.  O telefone do plantão consular 09810697829