Carne de panela na política mineira

Num ano de eleições, parece que os assuntos políticos vão permanecer no topo da pauta de notícias deste blog. A noite passada foi um belo exemplo disso. Álvaro Teixeira da Costa, anfitrião do Correio Braziliense, abriu os salões de um hotel em Brasília para cerimônia que marcou o lançamento da nova marca do diário candango. Para comemorar os 200 anos da criação do jornal e também os primeiros movimentos que permitiram o nascimento do jornalismo tupiniquim, Álvaro reuniu as mais ilustres autoridades da República.

Na entrada do salão de eventos, informações sobre Hypólito José da Costa, fundador do jornal em Londres no ano de 1808. Para chegar ao Rio, o jornal levava 40 dias no interior dos navios. As notícias eram bastante passadas. Velhas diriam os novos jornalistas plugados nas páginas eletrônicas. Mas isso é história. O Correio somente voltou a circular, em 1960, por iniciativa de Assis Chateaubrind, que relançou o título na inauguração de Brasília, a nova capital republicana.

Chatô e Hypólito eram representados por dois cidadãos em trajes de época. E no burbirinho da entrada do salão, ministros de Estado, ministros do Poder Judiciário, senadores, deputados, juristas, empresários, funcionários públicos de todos os escalões e, claro, os jornalistas. Conversas amenas entre os convivas até a chegada do vice-presidente da República, José Alencar.

Então, por um breve momento, pensei que a política iria dominar o papo agradável. Quem sabe, um comentário sobre a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente e a sua substituição pelo “ecochato” Carlos Minc. Nada disso. O assunto daquele momento era a receita de Alencar para a feitura de carne de panela. Aí pensei: os mineiros sabem a arte da política. E fiquei com água na boca, uma vontade enorme de provar esse saboroso prato.

E o movimento continuava. Primeiro, todos aguardavam a ministra Ellen Gracie, do Supremo, e o governador do DF, José Roberto Arruda. Mas a expectativa mesmo era quanto à chegada de outro mineiro, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, aquele de Barbacena. Parecia que boa parte dos mineiros se aglutinava naquele espaço festivo. Isso porque algumas autoridades não tão mineiras assim deixaram o ambiente e seguiram para outros festejos.

Enfim, a solenidade começou. Mas, a convite do meu chefe, também saímos para outras bandas. A missão era assistir simultaneamente duas partidas de futebol transmitidas pela televisão. Na telona, Botafogo e Atlético. Na telinha, São Paulo e Fluminense. No cardápio, churrasco, pescoço de peru, arroz e muita cerveja. Num ambiente agradável, a torcida acompanhava cada lance desses dois jogos. Nem o frio incomodava.

Até o gol de Adriano, que sacramentou a vitória são-paulina nos primeiros 90 minutos, e a vitória convincente do Botafogo, não desanimou os torcedores cariocas. Encerrada a noitada futebolística, todos seguiram seus rumos. E como prêmio de consolação, o convite para que possamos nos reunir, na próxima quarta-feira, no Maracanã, palco da decisão sobre qual time seguirá para a próxima etapa da Libertadores. Até lá, Fluzão.   

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2 Respostas to “Carne de panela na política mineira”

  1. Elton Pacheco Says:

    Ontem vi o Adriano jogar! E olha que fazia tempo…

  2. roberto Says:

    Quer dizer: desde os tempos do flamengo. e faz muito tempo

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