Amanhecidas

O dia começa ainda com as notícias do futebol. O time do Fluminense, que já está em Buenos Aires, fez o reconhecimento do campo do Racing. Darío Conca foi o mais festejado pelos portenhos. Conca está com fome de bola e quer a convocação para atuar na seleção da Argentina. Uma bela exibição nesta quarta pode carimbar o passaporte dele. Enquanto isso, Renato Gaúcho aprovou aquilo que viu no Estádio Juan Domingo Perón. Do gramado à iluminação, tudo está preparado para o primeiro tempo da grande decisão.

Aqui no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ampla defesa da Amazônia. Tudo porque saiu nos jornais que um empresário sueco (Johan Eliasch) teria dito que aquela região no norte do Brasil poderia ser adquirida por US$ 50 bilhões. Ele (Eliasch) defendeu a compra de lotes segundo relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O mesmo tema conflitante adiou divulgação de dados sobre a devastação naquela área.

Há também uma associação sobre desentendimentos entre o “ecochato” Carlos Minc e o governador Blairo Maggi. Os jornais informam que o presidente do Inpe, Gilberto Câmara, estaria irritado com o uso das informações tendo cunho político. Enquanto isso, o agronegócio domina com dois fatos importantes: a liberação da carne bovina brasileira pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) e o incentivo para o plantio do feijão.

O governo brasileiro permanece preocupado com a balança comercial. Essa liberação da carne nacional pode ajudar nas exportações. Aliás, com o dólar mais barato frente ao real, o que se constata nos últimos meses é o envio de lucros das empresas transnacionais para suas respectivas sedes. E o cidadão consumindo cada vez mais, mesmo com o preço do feijão pela hora da morte.

E morte é assunto que domina os gabinetes locais em Brasília. Uma descoberta macabra dos integrantes da CPI das funerárias da Câmara Legislativa do DF: a reutilização dos caixões pela máfia. Isso mesmo. Os parlamentares encontraram urnas com manchas de sangue, serragem e vestígios de tinta. O tema está estampado no Correio Braziliense e pode virar um assunto nacional.

Enquanto se trata da morte no Brasil, na China devastada pelos tremores de terra vem a notícia de que o governo irá permitir aos pais que perderam seus filhos que tentem outros rebentos. Seria uma forma sutil de compensar tamanha dor pela morte? O fato é tratado como uma avaliação à determinação de que casais somente poderiam ter um filho.  É. O dia promete.

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