Os palestinos do Lago Sul

O Brasil – essa pátria amada, idolatrada, salve! Salve! – cria algumas situações que em certos momentos são difíceis de serem compreendidas. O fato que me refiro acontece justamente no Lago Sul, um dos pontos mais caros e habitados pelos endinheirados da capital federal, com índices de IDH dignos dos países do primeiro mundo. A notícia em questão está estampada na edição desta quarta-feira do caderno Brasília do Jornal do Brasil: Refugiados palestinos criam acampamento no Lago Sul.

A reportagem do JB, de Norma Moura, conta nove refugiados palestinos estão acampados na porta do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), na QL 24 do Lago Sul. Com idades entre 25 e 60 anos, solteiros, o grupo veio para Brasília depois de passar por Mogi das Cruzes (SP). Naquela cidade eram 107 refugiados. Receberam uma casa mobiliada e promessas de ajuda. Nada aconteceu, segundo os relatos da reportagem.

O acampamento no Lago passaria despercebido. Mas a vizinhança começou a se incomodar com a situação. E surgiram as queixas, as reclamações e o pedido de retirada dos palestinos. A mesma reportagem tem uma posição da ACNUR:o representante no Brasil Javier Cifuentes afirma que eles somente encontrariam ‘abrigo’ no Brasil se fossem perseguidos políticos ou ameaçados pelas milícias. Coisas desse gênero. Como não se enquadram, dificilmente conseguirão obter a ajuda.

E a mesma reportagem conta que sem solução para o impasse, os palestinos resistirão e, como conseqüência, o acampamento não tem prazo para ser desmontado. Na prática, trata-se da versão internacional da música da Legião Urbana “Faroeste Caboclo”. Nunca a canção de Renato Russo esteve tão atual e tão mundial.

Trecho da reportagem: o palestino Farouq Mustafá Mansour reclama que o dinheiro que recebe mal dá para viver. – Eles prometeram remédios, mas há quatro meses tenho que comprá-los. Roubaram a minha casa, levaram até a minha televisão, mas ninguém fez nada, protesta.

Tradução livre do Google para os estrangeiros que visitarem este Diário de Bordo.

“The Palestinians south of Lake

Brazil – this beloved homeland, “idolatrada”, save! Save! — Create some situations that are difficult at times to be understood. The fact that I am just happens in South Lake, one of the most expensive and inhabited by “endinheirados” the federal capital, with rates of HDI worthy of the first countries in the world. The news in question is “estampada” in the Wednesday edition of the diary of Brasilia “Jornal do Brasil”: Palestinian Refugee camp set up in South Lake

The story of JB, Norma Moura, to nine Palestinian refugees are camped at the door of the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR) in QL 24 of South Lake With ages between 25 and 60 years old, unmarried, the group came to Brasilia after passing by Mogi das Cruzes (SP). At that city were 107 refugees. They received a house furnished and promises of aid. Nothing happened, according to reports from reportage.

The camp in Lake pass unnoticed. But the neighborhood began to bother with the situation. And there were complaints, complaints and requests for withdrawal of Palestinians. The same story has a position of the UNHCR, the representative in Brazil Javier Cifuentes said that they will only find ‘under’ in Brazil if they were persecuted or threatened by political militias. Things of that kind. How do fall, hard time getting the help.

And the same report noted that no solution to the impasse, the Palestinian resistirão and, as such, the camp has no deadline to be dismantled. In practice, this is the international version of the Legion Urban music “Western Caboclo.” Never the song, Renato Russo was so present and so worldwide.

Extract from the report: the Palestinian Farouq Mansour Mustafa claims that the money it receives barely gives to live. — They promised remedies, but there are four months I have to buy them. Robbed my home, led by my television, but nobody did anything, protested.”

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5 Respostas to “Os palestinos do Lago Sul”

  1. Eliana Says:

    Um engano: o que o representante da ACNUR lamenta, segunda a matéria, é que, a partir da transferência (abrigo) dos palestinos para o Brasil, só poderiam ser recebidos num terceiro país (da Europa, como desejam) se estivessem sofrendo perseguição ou qualquer coisa do tipo por aqui.

  2. dayene Says:

    devem fazer algumas melhorias principalmente
    no caso das fotos
    mais o site e muito bom

  3. Anthar Says:

    Marhaba (olá)

    Sou Anthar, observador da Frente Independente Pela Autonomia dos Refugiados. Eu contribuo com o blog referido. Nossa situação é simples: estamos de olho nos organismos que têem programas para refugiados e em quem os deve executar. Trabalhos humanitários também devem ser acompanhados por organizações independentes. Quando se lida diretamente com pessoas necessitadas, muitos abusos podem ser cometidos. Pois, o que se pode fazer quando interesses pessoais se escondem por de trás de imunidades diplomáticas correspondentes apenas ao exercício de suas funções? É extremamente humilhante estar à mercê de mau-caratismos. E tão pior quanto é estar à mercê da dita palavra-final das acessorias de imprensa.
    Shukran (obrigado) meu caro amigo,
    Anthar

  4. Norma Moura Says:

    Prezado Sr. Roberto Cordeiro,

    Encontrei em seu blog referência a uma matéria que escrevi há alguns mese. Agradeço a consideração de lê-la e citá-la, porém, não concordo com a edição feita. Primeiramente, porque uma foto da edição do Jornal do Brasil é postada, dando à notícia ares de verdade, mas não se tem acesso ao conteúdo da matéria, nem um link, o que permitiria ao internauta conferir que o que escrevi é exatamente o contrário do que o sr. postou. Há dois erros graves na edição: 1º Quando afirma que os refugiados receberam uma casa mobiliada e promessas de ajuda, e “Nada aconteceu, segundo os relatos da reportagem”. A reportagem diz que eles tiveram acesso a saúde e educação, conforme prometido, mas no mesmo sistema que os brasileiros: pelo SUS e escolas públicas, cuja qualidade não agradou aos palestinos. 2º Quando o sr escreve que o representante do Acnur, Javier Cifuentes, “afirma que eles somente encontrariam ‘abrigo’ no Brasil se fossem perseguidos políticos ou ameaçados pelas milícias. Coisas desse gênero. Como não se enquadram, dificilmente conseguirão obter a ajuda”. Os refugiados foram reassentados em Mogi das Cruzes, e só poderiam ser re-reassentados caso a vida deles corresse risco no país que os recebeu, no caso o Brasil. O que, os refugiados mesmos confirmam, não estava acontecendo. Gostaria que as incorreções que alteraram o conteúdo da reportagem sejam corrigidas. Essa história já tem vítimas o bastante, não precisamos vitimar também a verdade. Atenciosamente, Norma Moura

  5. Roberto Cordeiro Says:

    Prezada jornalista Norma Moura,
    No primeiro parágrafo do texto há o nome Jornal do Brasil. com um clique e você tem acesso ao caderno Brasília do JB com a matéria desua autoria.
    Reproduzo a sua mensagem para o debate e corrigir algo que julgou não entendido.

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