Coisas da política

O movimento político em Santo Antônio de Pádua está igual ao clima: bastante frio. A campanha eleitoral sai às ruas com muita timidez. Nem parece os tempos de outrora, onde a disputa ficava mais acirrada. Ainda mais para quem chega à cidade depois de um longo período de ausência.

Hoje à noite haverá lançamento do comitê do candidato do PT Zequinha Cosendey. Inexperiente na política, Zequinha é bem conhecido dos eleitores. Apresenta-se como a novidade neste quebra-cabeça eleitoral que tem em José Renato Padilha, do PMDB do ex-governador e ex-prefeito de Campos Anthony Garotinho, o principal adversário.

À noite, apenas uns dois ou três carros de som circulavam pelas ruas pedindo votos para o candidato da situação – leia-se Zé Renato. De família tradicional, dominante na política local, Padilha é exemplo dos currais eleitorais brasileiros. Zequinha vem com a proposta do novo, da mudança, da libertação de um povo sofrido diante de tantos desmandos.

E o PT estadual parece apoiar o movimento político local. Para a cerimônia de inauguração do comitê, o deputado federal Luiz Sérgio anunciou presença. Trata-se do melhor nome do partido no território fluminense. Enquanto isso, nos bastidores, as intrigas da tropa de plantão buscam misturar Zequinha com o atual prefeito Luís Fernando Padilha Leite, do PMDB de Garotinho, e apoiador oficial da candidatura Zé Renato.

Pura ficção. O contra-ataque neste instante é neutralizar esta boataria para que a candidatura de Zequinha possa decolar. E os apoiadores têm pouco tempo para isso. As eleições municipais ocorrem em pouco mais de dois meses. A solução é botar o bloco na rua e tentar angariar votos.

Mais cedo, numa barbearia da cidade, ouvi comentário de um eleitor: “Dentre os candidatos que estão aí, o Zequinha é o que me parece menos ladrão”. É essa a imagem que a população tem do político. Essa é a imagem que o político deve desfazer. E Zequinha tem este teste. Nas ruas tentará convencer os eleitores de que há sim um firme propósito de mudanças. Nas urnas, terá de bater candidatos que representam o continuísmo. O passado.

Por isso, o povo clama por uma libertação ampla, geral e irrestrita. Vale apostar no novo. No propósito.  Na mudança. Vale batê-los nas urnas. Será uma vitória consagradora. Mas é preciso muito trabalho.

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