A censura

Rua Carlos Lacerda, 75. Campos dos Goytacazes. Foi neste endereço, aqui no Norte Fluminense, que adentrei para o jornalismo. O periódico Folha da Manhã, de Aluysio Cardoso Barbosa era o melhor impresso da região. E continua mantendo liderança entre os leitores mais afoitos por notícias. Hoje, passei por este prédio e pude reviver em minha memória os tempos de foca. Do início de carreira. É um excelente exercício. Faz bem ao ser humano perceber a evolução. E como evoluí!

E o noticiário que estampa as manchetes dos jornais campistas continua sendo a política. Aqui há uma mobilização incomum neste período que antecede as eleições municipais. E o destaque é a censura. Por determinação da Justiça Eleitoral, uma revista do fotógrafo Esdras Pereira foi tirada de circulação. E por qual motivo isso aconteceu? A revista traz uma matéria considerada ofensiva à candidata Rosinha Garotinho, a mesma que governou o Estado do Rio.

O mais incrível: os advogados querem o direito de resposta. Como responder a uma matéria que ninguém leu? Coisas da política tupiniquim. Coisas da política campista. Mas os bravos defensores devem levar o propósito até o fim. Será um embate bem empolgante. O fotógrafo Pereira diz que publicou apenas informações que eram de domínio público. A Justiça entendeu diferente. Acha que ultrapassou o informativo. Ficou uma coisa de cunho pessoal contra a candidata Garotinho.

Poderiam colocar o material na internet para que o maior número de cidadãos conheça este escândalo que mexe com os brios do cidadão campista e de outras bandas do território fluminense. Espero que o eleitor esteja consciente. Não sou eleitor aqui em Campos. Conheço a família Garotinho. Convivi com o casal no início de minha carreira. Eles trabalhavam na Rádio Difusora, num programa popular. Derrubaram a oligarquia local. Mas daquela época aos dias atuais muita coisa mudou.

A minha expectativa é que a consciência do cidadão tenha mudado para melhor. Que ele saiba escolher, nas urnas, candidatos mais bem preparados para tomar conta de um dos municípios mais ricos da região. E não é somente o prefeito que precisa ser escolhido com critério. Os postulantes à Câmara de Vereadores devem passar pelo crivo da população. Isso tudo tem por finalidade evitar um futuro mais triste. Ou seja, que Campos não ocupe o noticiário policial com seus políticos.

É importante frisar que a cidade possui opções de candidatos de propósitos corretos. Existem pessoas honestas. É importante analisar a ficha corrida de cada um. Com certeza o eleitor vai encontrar aquele que possui condições de representá-lo na Câmara ou na Prefeitura. Esse exemplo deve valer também para outros municípios. Essa situação não é exclusiva de Campos.

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2 Respostas to “A censura”

  1. Eliana Says:

    Mais um ano de confusões em Campos. Infelizmente a cidade e seus cidadãos ficam a mercê dos desmandos políticos. Uma cidade rica que teve cinco prefeitos em um único mandato. Uma pena.

  2. suzanaleite Says:

    Pedir direito de resposta para uma matéria que não foi pras ruas é, no mínimo, hilário. Ah… continue com os textos sobre o jornalismo. Estamos nos deleitando com eles. Suzy

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