O mundo de olho em Pequim

Estou de volta pro meu aconchego, como cantaria Elba Ramalho numa das canções mais lindas de Nando Cordel e Dominguinhos (De volta pro aconchego). E o mundo esta ligado ao que acontece em Pequim. Durante os próximos dias, o noticiário vai estar tomado pelas competições dos Jogos Olímpicos. Hoje (8/8), uma data cabalística, as emissoras transmitiram a abertura oficial das Olimpíadas.

Haja coração. Serão dias e noites emocionantes. Um fuso-horário para aqueles fanáticos pelo esporte que deixará muita gente descompensada. Mas vale tudo para ficar na torcida pela tão sonhada medalha olímpica, quer seja de bronze, de prata ou de ouro. O quadro de medalhas deve promover uma disputa constante entre as potências do esporte. Estados Unidos, China, Cuba e também o Brasil.

Como estive longe de Brasília por uns 20 dias, ainda tento me acostumar com a diferença do clima. Claro, a baixa umidade incomoda e, quando se viaja para Bogotá e Buenos Aires você percebe que os problemas de altitude (Colômbia) e frio (Argentina) são café pequeno diante da estiagem brasiliense.

Deixando de lado estas diferenças climáticas, percebo que Brasília continua a mesma cidade. A questão agora é me adaptar e isso só será possível dentro de mais uns dias. Talvez na segunda-feira já esteja devidamente ambientado. E o retorno ao batente – também viajei a trabalho – produziu uma correria logo pela manhã, mas a tarde caminha tranqüila.

Porém, o que me deixou intrigado foi o desdobramento do folhetim A favorita, da Rede Globo. Na noite passada assisti a mais capítulo e não entendi nada. Seria uma mudança provocada pela audiência? Flora se transforma em vilã. Donatela, a toda-poderosa, começa a ser perseguida. Parece que estou num outro país. Numa outra realidade. Será que o telespectador gostou da reviravolta para a trama?

Senão, vejamos: uma pessoa com dinheiro no Brasil ser acusada de matar alguém não ficaria com medo de ser presa. Basta um bom advogado para se livrar das grades. Vejamos então aqueles que desviam dinheiro dos cofres públicos. Eles não matam as nossas criancinhas, os nossos idosos? Passam alguns dias presos e depois são libertados!

Donatela, não tenha medo de ser presa. Contrate um bom e caro advogado e conseguirá em poucos dias um habeas corpus. Argumentos a Constituição tem aos montes para que se possa impetrar nos tribunais competentes um pedido de liminar. Não entendi também o ódio de Silveirinha (Ari Fontoura). Mas o machão Leonardo (Jackson Antunes) continua aprontando para cima de Catarina (Lilia Cabral).

Acho que Lilia está pagando um pouco pelas maldades que fez na novela de Manoel Carlos (Páginas da vida). Brincadeira. Jackson e Lília são grandes atores. Até parecem reais as cenas que assustam os telespectadores. Não sei como tem se comportado os atores que interpretam os filhos de Leonardo e Catarina. As cenas são tensas e intensas.

Por causa de Leonardo, Jackson apanhou na rua. Uma cena surreal. Mas a realidade mesmo nos leva a outros meandros da malandragem. Na política então, nem se fala. Parece que o parlamento brasileiro ainda continua em recesso. Não produz nada. Aliás, ele nada produz. Por isso sou a favor de um enxugamento. Por qual motivo temos tantos deputados (513) e tantos senadores (81). Se reduzirmos a Câmara dos Deputados pela metade e o Senado Federal em um terço não ficaria tão rim assim.

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