Um salto de ouro

Maurren Maggi acaba de ganhar a medalha de ouro em Pequim. Enfim, a tão sonhada medalha olímpica. Saltou 7,04 metros. Agora, veio o reconhecimento desta atleta brasileira que ficou parada por dois anos por causa de dopping. Muito choro e emoção dos amigos que acompanharam a participação de Maurren nos jogos Olímpicos.

Com isso, o Brasil chega a segunda medalha de ouro. A outra foi de César Cielo na natação. O futebol vexame ficou com bronze ao bater a Bélgica por 3 a 0. Até agora, a delegação brasileira tem 12 medalhas: duas de ouro, três de prata e sete de bronze. O Brasil ainda tenta ouro no vôlei feminino e revezamento 4×100 feminino. O vôlei masculino está na semifinal.

Um pouco da história da atleta Maurren Maggi:

É de ouro! Oito anos após sua estréia em Olimpíadas, Maurren Maggi sobe ao pódio do salto em distância, superando o trauma do doping e mostrando que tomou a melhor decisão quando decidiu voltar às pistas depois de passar dois anos parada.

Em 2003, dona da melhor marca do mundo na temporada (7,06m), atleta era favorita ao ouro no Pan de Santo Domingo e esperança brasileira de medalha nos Jogos de Atenas, em 2004. No entanto, foi flagrada no exame antidoping e teve de cumprir dois anos de suspensão. O teste identificou a presença da substância clostebol, que é a primeira na lista de proibições da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF).

O clostebol está presente em um creme cicatrizante que a atleta usou após uma sessão de depilação. Apesar da explicação, a punição foi mantida.

Nesse período, casou-se com o piloto Antônio Pizzonia, com quem teve uma filha, Sophia. Desistiu dos treinamentos, passando a dar atenção exclusiva a Sophia, chegando a dar por encerrada a sua carreira. Após o fim do relacionamento, Maurren resolveu voltar às pistas, em 2006. Na ocasião, disse que estava voltando porque precisa sustentar a filha.

Em 2007, veio a confirmação de que Maurren, apesar do retiro forçado, ainda era uma das principais atletas do País. Mesmo saltando abaixo dos sete metros, ela conquistou a medalha de ouro no Pan do Rio, com 6,84m. Este ano, já havia dados sinais do que viria pela frente em Pequim: em junho, garantiu a segunda melhor marca mundial do ano, 6,99m. A consagração viria nos Jogos: em seu primeiro salto, Maurren voou e atingiu o ápice de sua carreira e o melhor desempenho individual feminino da história. Concentrara, saltou 7,04m e garantiu a medalha de ouro.
 
Nascida em São Carlos, em 25 de junho de 1976, Maurren ganhou esse nome porque seu pai, William Maggi, fã dos Beatles, resolveu dar à filha o mesmo nome da primeira mulher de Ringo Starr, baterista da lendária banda inglesa. No entanto, houve um erro na grafia: o nome da inglesa é Maureen.
 
O pai, aliás, sempre foi o maior incentivador da saltadora brasileira. Apoiou a mudança da filha da ginástica olímpica para o atletismo. Para ter dinheiro para bancar a participação de Maurren nas primeiras competições, ele vendeu um kart.

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Uma resposta to “Um salto de ouro”

  1. valéria maria siqueira leonidio Says:

    muuuuuuuuuuuuuuita adrenalina

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