Michelle Obama

A convenção do Partido Democrata, em Denver, que baterá o martelo entorno dos senadores Barack Obama e Joe Biden para disputarem a Casa Branca em 4 de novembro segue empolgando os milhares de simpatizantes norte-americanos. A grande atração da primeira noite, como não poderia deixar de ser, ficou com Michelle Obama, mulher do candidato.

Michelle Obama, que chegou acompanhada de suas filhas Malia, 10 anos, e Sasha, de sete anos, de sua mãe Marian Robinson, de seu irmão Craig Robinson e da meia-irmã de Obama, Maya Soetoro-Ng, buscou passar na convenção uma imagem de Obama, como “um cara comum”, para apagar a imagem que os Republicanos divulgam do adversário.

O efeito Michelle

As atenções se voltaram para Michelle. Ela disse ontem à noite (25) estar convencida que seu marido, a quem apresentou como alguém que quer construir um país melhor, será um “presidente extraordinário”. O texto a seguir é uma reprodução das informações de agências de notícias internacionais que estão na internet.

“Barack e eu crescemos com muitos dos mesmos valores: que uma pessoa trabalha duro pelo que quer na vida, que a palavra dessa pessoa é lei e que fará o que disser que faz”, disse.

Michelle, que cresceu em um bairro pobre e negro do sul de Chicago, traçou paralelos entre sua família e a de Obama, o filho de um economista negro do Quênia e de uma mulher branca de Wichita, Kansas, que cresceu entre a Indonésia e o Havaí.

“Ele foi criado por avós que pertenciam à classe trabalhadora como meus pais e por uma mãe que lutava para pagar as contas igual a nós”, assegurou Michelle Obama, afirmando que da mesma forma que sua família, a de Obama tentou dar a ele as oportunidades que eles não tinham tido.

Ela lembrou o encontro do casal e o momento no qual Obama ganhou seu coração, quando em um ato comunitário em bairros afetados pelo fechamento de siderúrgicas seu, então, pretendente falou do mundo “não como ele é, mas como deveria de ser”.

“E disse ainda que, freqüentemente, aceitamos a distância entre os dois e nos conformamos com o mundo como ele é, inclusive quando não reflete nossos valores e aspirações”, acrescentou, para lembrar que Obama pediu às pessoas que o escutavam naquele ato em Chicago para encontrar a força para lutar por um mundo melhor.

História americana

Michelle ressaltou que o espírito e a trajetória do marido é “uma grande história americana”. Michelle insistiu que o idealismo que permitiu aos EUA alcançarem grandes conquistas torna possível que esta semana sejam comemorados dois aniversários: o 88º do voto feminino e o 45º do famoso discurso “I have a dream” (“Eu tenho um sonho”) do líder negro americano Martin Luther King.
 
Durante seu discurso, interrompido várias vezes pelos aplausos dos milhares de presentes no Pepsi Center, ela reconheceu o trabalho da senadora democrata Hillary Clinton que, disse, é um exemplo para as meninas e meninos dos EUA.

Michelle Obama disse que “Barack lutará pelo povo como ele e alcançará a mudança necessária para os EUA”.

Assegurou crer que todo mundo pode contribuir para que os EUA sejam um país melhor, o que a levou a deixar uma promissora carreira como advogada em um escritório de Chicago para se dedicar a trabalhos sociais, primeiro na prefeitura da cidade e depois em um alto posto executivo no centro médico da Universidade de Chicago.

Michelle disse que Barack compartilha esse interesse no serviço ao próximo, que o levou a trabalhar nas ruas de Chicago com os mais necessitados da cidade.

“E por isso esta noite em homenagem à memória do meu pai (que faleceu de esclerose múltipla em 1991) e pelo futuro das minhas filhas, (…) dediquemos-nos a acabar nosso trabalho (…) e nos unamos para escolher Barack Obama como o próximo presidente dos EUA”.

As duas filhas do casal, Malia e Sasha, de 10 e 7 anos, subiram ao palco no final do discurso e ambas trocaram algumas palavras com seu pai, que esteve presente por videoconferência.

Mais de 4.200 delegados do Partido Democrata se reúnem durante quatro dias em Denver (Colorado) para formalizar a candidatura de Obama à Casa Branca.

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Uma resposta to “Michelle Obama”

  1. Surveillance Bill Says:

    Everyone has the right to risk their own life in order to save it.Jean-JacquesRousseauJean-Jacques Rousseau, French philosopher

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