O poste e o Estado espião

Inicio o mês de setembro com dois temas bastante polêmicos. O primeiro deles diz respeito à pesquisa de opinião pública. Às vésperas das eleições, os números divulgados na virada de agosto mostram impressionante reviravolta na política mineira, mais especificamente na campanha à sucessão do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). Márcio Lacerda (PSB), com apoio de Pimentel e do governador Aécio Neves (PSDB) teve uma subida avassaladora. Saiu dos 10% da intenção de voto para 40%.

O poder de transferência de votos é algo que impressiona e leva a refletir sobre o tamanho do impacto da pesquisa na campanha mineira. Será que em duas semanas o eleitor de Belo Horizonte mudaria com tanta convicção sobre o melhor nome para administrar a capital mineira? É a primeira indagação. No passado não muito distante, se espalhava pelos quatro cantos que determinado líder político, com poder de influência sobre o eleitor, teria condições de eleger até mesmo um poste.

Este fato era atribuído, dentre tantos políticos, a Antônio Carlos Magalhães, o ACM. Um político hábil, ACM tinha domínio absoluto sobre políticos e eleitores baianos. Então, ungido pelas mãos de Antônio Carlos, muitos foram eleitos. Bancadas inteiras. Vereadores, prefeitos, governadores, senadores, deputados estaduais e federais. Tratava-se de um fenômeno.

Agora, mesmo com o prestígio de Pimentel e Neves, seria possível alavancar o desconhecido Lacerda? Isso somente saberemos após a apuração dos votos no dia 5 de outubro. Jô Moraes, do PCdoB, que saiu na frente tem 15% das intenções de votos dos eleitores de BH. As pesquisas pré-eleitorais refletem a real posição do eleitor? Ou são feitas para satisfazerem aos interesses dos grupos econômicos que as contratam? A segundo opção me soa a mais verdadeira.

Porém, o tema mais bombástico é a reportagem de Veja sobre grampos telefônicos. Promete abalar a República. Um araponga que se esconde sob o manto do anonimato entregou à revista trecho de conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Um verdadeiro estrago.

Mendes foi incisivo. Pediu apuração destes fatos. Uma reunião está marcada para a manhã desta segunda-feira (1º) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A rede de intrigas que se estabeleceu pode respingar em diversas autoridades do governo federal. É algo bastante estranho.

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