A mudança pelo voto (Parte 3)

Dona Creusa, a minha mãe – mora em Santo Antônio de Pádua (RJ) -, não está entendendo a movimentação política nesta cidade do interior fluminense. Com três candidatos à sucessão do prefeito Luís Fernando Padilha Leite, o Nando, ela me conta sobre a confusão das pesquisas. Cada partido informa que o respectivo candidato irá vencer. Por conta das tais pesquisas, a Justiça Eleitoral teria agido contra uma emissora de rádio FM que pertence à família de Michel Mansur, que tem como candidata Maria Dib (11) ao cargo máximo do Poder Executivo municipal.

E nesta gangorra dos números, existem resultados favoráveis a José Renato Padilha (15), apoiado por Nando, e até o petista José Alcino Cosendey, o Zequinha, é bem avaliado em consultas feitas pelo PT. Então, o eleitor é bombardeado com os mais variados cenários neste período que antecede à votação. Para uma cidade com 31.283 eleitores – segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) –, a parada vai ser decidida no dia 5 de outubro.

Se em Pádua a situação é assim, imaginem nas grandes cidades onde há uma ação mais constante dos institutos de opinião pública. Não estou desmerecendo os números apurados naquela cidade, mas vejo os resultados com bastante desconfiança. Até porque o que vale é o resultado das urnas, ou seja, a apuração de todos os votos válidos indicando o vencedor.

A mesma confusão provocada pelas pesquisas é percebida em outras regiões. O Globo e Folha de S. Paulo trazem hoje (19 de setembro) os números do Rio e de São Paulo. No jornal carioca, Gabeira sobe e embola a disputa para o 2º turno é o destaque da primeira página. Nas entrelinhas, aponta Eduardo Paes com 26% das intenções de votos e a queda de Marcelo Crivela, que agora tem 18%. Isso vale para o momento atual, ou seja, se as eleições fossem hoje, Paes iria para o segundo turno e a disputa se dá, neste instante, entre três postulantes; Crivela, Jandira Feghali e Cabeira, sendo uma vantagem em favor do bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Em São Paulo a confusão é ainda maior. Segundo a Folha, a petista Marta Suplicy lidera com 37% das intenções de voto. O ex-governador Geraldo Alckmin e o atual prefeito Gilberto Kassab estão empatados com 22%. Esta corrida vai ser mais emocionante. Cada escorregão pode ajudar este ou aquele candidato. Cada tropeço pode prejudicar este ou aquele candidato. Ninguém se arrisca a cravar o nome de quem vai para o segundo turno.

Nas outras cidades, segundo o mesmo jornal O Globo, as pesquisas apontam o seguinte: no Recife, João Costa (PT) chega a 48%, a quilômetros de distância de Mendonça Filho (DEM), com 24%. Em São Luís, João Castelo (PSDB) caiu de 51% para 45% – seis pontos percentuais – e Flávio Dino (PCdoB) subiu de 7% para 16%. Em Aracaju, o atual prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) teve uma queda de sete pontos percentuais, mas lidera com 41% da preferência.

Já a Folha divulga resultados em Porto Alegre: o prefeito José Fogaça (PMDB) tem 33% da preferência e, emboladas, Maria do Rosário (PT) e Manuela D´Ávila (PCdoB) estão com 18% das intenções de voto. Em Belo Horizonte, segundo o mesmo jornal, Márcio Lacerda (PSB) está com 41%, seguido por Leonardo Quintão (PMDB), 17%, e Jô Moraes (PCdoB), com 12%. Em Salvador, a novidade é o crescimento do petista Walter Pinheiro (20%), que se aproxima do atual prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), com 22%. Mas a liderança fica com ACM Neto (DEM): 27%.

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