O Público e o Privado

A população sabe muito bem que quando se lida com o patrimônio público as coisas seguem por outros caminhos. Desvios de verbas. Enriquecimentos ilícitos ou algo do gênero. Sabe também que uma obra pública leva mais tempo se comparada com uma obra privada. Na melhor das intenções, podemos acreditar que uma obra pública sofre com as amarras da legislação. Tudo fica mais lento. A compra por meio de licitação. A escolha do material a ser utilizado na obra. Tudo serve para emperrar ainda mais.

Esta situação fica mais evidente quando observo da sacada do apartamento duas obras bem distintas. Uma ao lado da outra. A pública é um viaduto sobre a linha do metrô. Servirá de ligação entre a rua Araucária e a rua das Paineiras, em Águas Claras, bem no Distrito Federal. Isso fica a alguns quilômetros do Buritinga, centro administrativo do GDF. A segunda é um condomínio fechado da Via Engenharia. Um empreendimento chic. Ao custo bem elevado.

E qual obra será entregue primeiro? Apesar de terem sido iniciadas em períodos diferentes, percebo que a cada dia que passa, a Via Engenharia está a quilômetros de distância. O viaduto deve demorar ainda mais para ser concluído. E não se trata de um caso isolado. Acredito que existam outras situações até piores. É difícil, para o contribuinte, entender tal mecânica? Não. Sim. Sei lá. É preciso mais seriedade.

Já que estamos falando sobre Águas Claras, o lugar que seria o paraíso da classe média nos anos 90 se transforma a cada dia num confuso e caótico canteiro de obras. Não me refiro aos prédios. Refiro-me às ruas esburacadas que precisam ser consertadas. No trânsito, poucos são os motoristas que respeitam os sinais. Falta tudo. Infra-estrutura, nem pensar.

Começa pela EPTG, que dá acesso – a partir de um retorno – para o bairro perto do UniEuro. Neste retorno é urgente um semáforo. À noite, os motoristas mais prudentes levam muito tempo para atravessar a pista. Isso porque os carros que descem de Taguatinga passam pelo local a uma velocidade acima da permitida. Não há respeito. Impera o bandalho.

A mesma situação se verifica no bairro. Carros em alta velocidade parecem se transformar em aviões. Os acidentes têm sido constantes. Isso tudo sem contar nas diárias interrupções no fornecimento de energia elétrica. Enfim, o que seria um lugar bom para morar é hoje uma tristeza.

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