A chance de mudar

O eleitor tem quatro dias de prazo para decidir em quem votar no próximo domingo (5). Na grande maioria das cidades brasileiras, a chance de mudar ocorrerá num único dia. Isso é muito importante e deve merecer uma reflexão mais profunda do (e) leitor brasileiro. Ainda habita na memória a campanha chata da Justiça Eleitoral que buscou colocar na cabeça do cidadão que a escolha errada vai significar quatro anos de atrasos, desmandos, ou coisas desse tipo.

Ato contínuo, a campanha seguiu dando mostras de que o voto é inviolável. Portanto, apenas o votante saberá em qual candidato fez a aposta de melhoria do destino de sua cidade. Aquele período em que o “candidato” tinha o controle do voto acabou faz muito tempo. Mas, infelizmente, nesse País ainda é grande o número de pessoas que trocam o voto por vantagens pessoais. Seja ela um milheiro de tijolos, uma dentadura nova, ou a promessa de emprego. É lastimável.

Há também aquelas pessoas mais descrentes. Que se deixam levar pelas pesquisas eleitorais “compradas” ou manipuladas por institutos menos sérios. Por esse imenso Brasil, o eleitor deve ter sido bombardeado por “resultados” apresentados por empresas inidôneas colocando esse ou aquele candidato como vitorioso nas urnas. Saibam que, somente com a conclusão da apuração, se conhecerá os vencedores. Até lá, são lorotas para mexer com os nervos dos cidadãos.

Então, o (e) leitor consciente deve perceber que nada foi decidido. Nada está definido. E o voto é a chance de mudar. Mas o voto errado é a chance do continuísmo. Dos desmandos administrativos. E, depois, não vão querer tirar da reta, pois, o voto incorreto prejudica uma cidade e atrasa o País. Vale para a escolha do prefeito e também do vereador.

Neste instante, em particular, chamo a atenção dos conterrâneos de Santo Antônio de Pádua, município situado no norte do estado do Rio. Foi lá que iniciei a minha caminhada. E o próximo domingo há uma enorme chance de mudar. De mudar pelo voto. Da escolha correta. O povo precisa se ver liberto de um domínio político que dura duas décadas. Ao contrário das eleições anteriores, que tinham dois “fortes” candidatos, mas que apenas sacramentava o revezamento no poder pela família Padilha, desta vez, teremos as famílias Mansur (Maria Dib) e Cosendey (José Alcino).

E quem é o melhor candidato? Quem deve comandar os destinos da cidade de Pádua? José Renato, Maria Dib ou Zequinha? Nas últimas semanas, este Diário de Bordo chamou a atenção para a questão. Recebi visitas de simpatizantes dos três candidatos. Porém, apenas os eleitores de Zequinha se manifestaram. Deixaram mensagens.

Embora não seja mais eleitor em Pádua, tenho a minha preferência. Aliás, quando estive passando uns dias na cidade, conversei algumas vezes com ele. Procurei dar algumas orientações da minha vivência no meio político aqui em Brasília. Disse-lhe que nesta campanha eram necessárias três coisas: um excelente tesoureiro para arregimentar fundos de campanha, sim, dinheiro vindo de doadores honestos e não de caixa dois. Pois, é aí que mora todo o perigo.

A segunda é um excelente advogado. Especialista em legislação eleitoral. Isso porque haveria muita demanda colocada pelos adversários políticos. Por isso, um defensor junto à Justiça Eleitoral consiste em importante suporte para aquele que pretende vencer a disputa. E, por último, não menos importante que as recomendações anteriores, um excelente marqueteiro. Um profissional com visão. Para dar o tom certo aos discursos. Para orientar sobre o momento de atacar e aquele instante de recuo.

Lembro, neste momento, de uma experiência que tive, no Maranhão, com o deputado federal Domingos Dutra (PT). Um bom orador, Dutra iniciava ou concluía os discursos apresentando ao público, nos comícios, o poderio da família Sarney. Sim, no Maranhão, tudo ou quase tudo tem um dedo dos Sarney. Os nomes aparecem nas fachadas de tribunais e outros prédios públicos, na ponte que liga parte da cidade de São Luís à ilha, nos bairros e até mesmo numa cidade pobre.

“E sabem por qual motivo não tem o nome dos Sarney nos cemitérios?”, indagava Dutra no desfecho de inflamados discursos. “É exatamente lá que eles nos enterram.” E a platéia ia ao delírio.

Com algumas ressalvas, Pádua também tem esse viés. Do shopping center, da emissora de rádio, das empresas que dão “trabalho” para alguns poucos. Daqueles que vivem agarrados nas tetas da Prefeitura. As duas famílias mandam e desmandam em quase tudo. Mas, não nos cemitérios. Pois, é exatamente lá que elas enterram os nossos filhos, os nossos maridos, as nossas esposas, os nossos familiares. Reflita: você vai querer esse continuísmo. Se a resposta for não, dê a chance. Vote para mudar. Ainda há tempo.

Anúncios

Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

5 Respostas to “A chance de mudar”

  1. parabens!!!!!!! obs : zequinha futuro prefeito de padua um abraço Says:

    quero parabenizar pois vc e muito inteligente realmente precisamos mudar e mudar para melhor.

  2. Bruna Says:

    Acredito na ja vitoria de Jose Renato, esse sim um homem serio, empresario bem sucedido, e que ao contrario dos outros candidatos nao precisa de um mandato para mudar de vida. Um homem de palavra e com passado limpo!

  3. Eliana Says:

    Brilhante!

  4. yancafariaeccard Says:

    vamos mudar pádua!!!

  5. Vinicicius D.A Says:

    Parabéns, Roberto. Eu estou sendo incorente: Disse que não mais faria manifestação: mas vejo que retirou do ar alguma coisa. Mas, vamos com calma, ainda tem muita coisa inconcebível em termos opinativos. Não me importa cidade e sim ética mínima,total:impossível. Retire rapaz esse blog de comentários? Estão te usando, amigo, no anonimato. Tanto assunto. Repito. Já é muito desrespeito: ladão, safado, vagabundo e outras coisasque me nego a repetir. Você diz que não vai permitir. E continuam postadas coisas que a empolgação o deixou no ar. Apague tudo isso, Fora outros, um tal eleitor ainda deixou, para você responder judicialmente, se for o caso, todo tipo de ofensas, sem provas. Eu seu do Direito de Imprensa, mas exciste hoje nesse país gente que pede indenização, e ganha, até se você disser brincando: E aí, Vara de Virar Tripa Eu queria estar fora, mas só estou aqui por temer que seja prejudicado pela sua ingenuidade. Qual diferença dessa cidade para o resto do país em certos tópicos? Meu querido, não queria dizer, mas sou Cristão, quero o seu bem. Tire do ar tudo que for ofensivo, sem provas. Quando comentário for sério, não importa. Novamente boa sorte. Torço por ti, irmão. Não seja usado por alguns que se aproveitam de sua bondade, deve ser cristão. como eu, pelo menos no fundo da alma. Não abrigue em seu blog esse festival de conversa fiada de botequim de 5a . Te amo em Cristo, credite.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: