Banalizaram o prêmio!

Hernanes do São Paulo e Thiago Silva, do Fluminense, foram os destaques na premiação da CBF

Hernanes do São Paulo e Thiago Silva, do Fluminense, foram os destaques na premiação da CBF

O ano de 2008 já vai tarde. Praticamente acabou. E o pior é que o País somente retoma a normalidade em março de 2009. Isso é tradição. Só falta decidir como vai ficar a Prefeitura de Santo Antônio de Pádua. Afinal, quem será “eleito” pela Justiça Eleitoral prefeito (a) deste município do interior fluminense. Pela decisão ainda em vigor, teremos outra ida às urnas. Mas nada é definitivo em se tratando do Poder Judiciário. Serão infindáveis recursos.

Mas deixando a disputa municipal – motivo de participação aguerrida de muitos (e) leitores neste Diário de Bordo – , uns se comportando mais apaixonados e outros nem tanto, cuja diplomação não ocorrerá este ano, periga a Prefeitura ficar nas mãos do próximo presidente da Câmara de Vereadores – as chances são para João Nacif. Então, vamos entrar na questão título deste post: a banalização dos prêmios.

Tenho a felicidade, em meu currículo, de ter trabalhado com o Fontes no JB dos anos 80, Luciano Moraes (JB e Rede Globo), Narciso Calili (Rede Globo), Luiz Paulo Coutinho (JB), Telmo Wambier e Roberto Ferreira (JB e Rede Globo), Aloysio Barbosa (Folha da Manhã), Paulo Roberto Araújo e Luiz Cascon (O Globo), entre outros profissionais cariocas. Claro! Foi no Rio de Janeiro que cresci e me engrandeci profissionalmente. Em Brasília, me aperfeiçoei e ampliei os horizontes.

Se notarem pelos nomes – ou referências de profissionais – entenderão que vivi um período muito fértil do jornalismo tupiniquim. Não sou do tempo do regime militar, mas comecei nos fins dos anos 70, no governo do general João Baptista Figueiredo. Naquela época ainda era muito amador. Mas o suficiente para recordar – ou lhes afirmar que uma publicação ou um profissional quando era escolhido vencedor, por exemplo, do Prêmio Esso, o motivo se transformava em orgulho. Algo que o profissional pudesse cravar no currículo. Tinha um peso enorme.

Hoje – ou melhor, nos dias atuais – premiar alguém virou lugar comum. Até parece que voltamos ao tempo daquelas publicações de cidade do interior – jornais, revistas ou emissoras de rádio e TV – que entregam o “Destaque do Ano”. Na prática, tal façanha tem por objetivo “ganhar” uns trocados e mexer com o ego dos pequenos. Claro! Tal prática vem com um gordo “patrocínio”.

Não estou afirmando que os prêmios – e são dezenas – existentes requerem patrocínio. Porém, precisam ser revistos.  É que todo mundo ganha. E não me canso de ler nO Globo ou no Correio Braziliense as conquistas das redações. Hoje (8) deparo com a merecida escolha da série de reportagens Favela S/A do jornalão carioca vencedor do prêmio CNH de Jornalismo Econômico (categoria jornal).

A série é fantástica. O que se pretende debater aqui neste espaço é a pluralidade dos prêmios. O Globo não diz quem é o CNH. E sequer conta ao leitor quais foram os outros vencedores. Devo descobrir isso lendo outro jornal ou assistindo aos programas das demais emissoras concorrentes ou buscando na internet a página do (a) CNH.

No final dos anos 90, quando a Embratel foi privatizada – 1998 – lançou-se o prêmio de jornalismo. Nas primeiras edições buscava-se dar merecimento às contribuições para o setor de telecomunicações. Isso hoje não é mais possível. Outra forma de banalização. O mesmo ocorre com o Prêmio CNT. Lembram dele? Já aconteceu a entrega dos polpudos cheques na semana passada. E, se não me falha a memória, a Rede Globo deve ter vencido mais uma vez.

A premiação dos clubes, jogadores, técnicos e árbitros que atuaram no Campeonato Brasileiro, ocorrida na noite de segunda-feira (8), foi mais uma demonstração do banal. Assisti pela televisão (canal SporTV) a farta distribuição de troféus e cheques. A festa foi no MAM (Museu de Arte Moderna) liderada pela Rede Globo. Desde os apresentadores (Marcos Palmeira e Toni Ramos), passando pela dupla fantástica Patrícia Poeta e Zeca Camargo, e outros atores globais. Tivemos o Thiago Silva (Craque da Galera) eleito com mais de 1,2 milhão de votos e Hernanes, Craque do Campeonato Brasileiro (escolhido pelos mais de 500 profissionais).

Em tempo: Aproveito a oportunidade para noticiar a concordata pedida pelo Grupo  Tribune, dos Estados Unidos. Está na primeira página dO Globo. “Afundado em dívidas de US$ 13 bilhões, um dos maiores conglomerados de mídia dos EUA, o Tribune, que publica o “Los Angeles Times”, pediu concordada. O “NYT” (New York Times) quer hipotecar sua sede”. É a crise que varre os mercados internacionais, ou a má-gestão empresarial?

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Uma resposta to “Banalizaram o prêmio!”

  1. Bruno Leite Says:

    Pelo visto nao conseguiram ler o oficio que ja circula na internet, mas vou resumidamente mencionar as implicacoes, que vem ao encontro de todos os meus comentarios anteriores: Maria Dib foi proclamada irregularmente pela comarca de Padua e haverao novas eleicoes se mantindo o indeferimento da chapa do Jose Renato, tudo isso de acordo com o oficio do TSE.

    Quem contestar, mais uma vez vera os fatos se desenrolarem em desacordo com o dito e em acordo com o oficio do TSE, expedito para orientar corretamente os juizes eleitorais regionais:

    TSE orienta juizes sobre questão do votos nulos e realização de novas eleições

    12/12/2008

    Com boa parte das perguntas feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre votos nulos e a realização de novas eleições já respondidas pelo plenário da Corte, o ministro Carlos Ayres Britto, encaminhou nesta sexta-feira (12) ofício aos presidentes dos tribunais regionais informando as diretrizes já consolidadas pela Corte Superior. A intenção do presidente do TSE é que as informações sejam repassadas para os juízes eleitorais, para que essas orientações sejam seguidas, de modo uniforme, em todo o Brasil.

    No documento, o ministro explica que para que se decida pela realização de um novo pleito, com base no artigo 224 do Código Eleitoral, os votos anulados – aqueles dados a candidatos que não conseguem confirmar o registro na justiça -, não se somam aos votos nulos por expressa vontade do eleitor.

    Outro ponto já decidido, segundo o ministro, afirma que os juizes eleitorais não podem proclamar o resultado de prefeitos eleitos se mais de 50% dos votos no município tiverem sido anulados. Neste caso, a junta eleitoral deve comunicar o fato ao TRE, para a marcação de novas eleições, no prazo de 20 a 40 dias.

    Se no município não for atingido o limite de 50% dos votos anulados pela justiça, o juiz pode proclamar oficialmente o resultado, declarando eleito o candidato mais votado. Se a situação vier a mudar no município, por decisão do TSE, o juiz poderá fazer nova proclamação, com o novo resultado.

    Britto alerta aos TREs que nenhum candidato com registro indeferido pode ser diplomado, mesmo que exista processo judicial tentando reverter a situação. Na situação inversa, em que o candidato esteja com o registro deferido, mas exista recursos na justiça questionado sua validade, o juiz pode proclamar o resultado. Se o TSE cassar o registro depois de feita a proclamação, o juiz pode proclamar o novo resultado, levando em conta a decisão da corte superior.

    Vista

    A análise da consulta foi interrompida na sessão da última terça-feira (9) – por um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa, depois que os ministros já haviam chegado a um consenso sobre diversas questões. Assim, como de acordo com o calendário eleitoral, os juizes eleitorais têm até a próxima quinta-feira (18) para proclamar o resultado das eleições nos municípios brasileiros, Ayres Britto decidiu esclarecer o que já ficou assentado pelo TSE.

    Já se pronunciaram sobre o tema a ministra Eliana Calmon, e os ministros Arnaldo Versiani, Marcelo Ribeiro, Eros Grau e o presidente, Carlos Ayres Britto.

    Confiram a íntegra do ofício:
    http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/arquivoSearch.do?acao=getBin&arqId=1127998

    Para segunda feira foi remarcado novamente o julgamento do recurso do Jose Renato e Ralfh, assim vale mais uma vez lembrar do artigo copiando abaixo de outro oficio divulgado anteriormente pelo TSE orientando os juizes leitorais regionais sobre as questoes dos registro dos candidatos durante as eleicoes 2008:

    CAPÍTULO VIII
    DA SUBSTITUIÇÃO DE CANDIDATOS

    Art. 63. O partido político pode requerer, até a data da eleição,
    o cancelamento do registro do candidato que dele for expulso, em processo no qual seja assegurada ampla defesa e sejam observadas as normas estatutárias (Lei nº 9.504/97, art. 14).

    Art. 64. É facultado ao partido político ou à coligação substituir
    candidato que for considerado inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu registro cassado, indeferido ou cancelado (Código Eleitoral, art. 101, § 1º, LC nº 64/90, art. 17 e Lei nº 9.504/97, art. 13, caput).

    Confiram a íntegra do ofício:
    http://www.tse.jus.br/internet/eleicoes/2008/pdf/r22717.pdf

    Como tambem mencionou anteriormente o blogueiro Roberto Cordeiro:

    Zequinha Pimentão
    By Roberto Cordeiro

    Candidato à vice-prefeito de Santo Antônio de Pádua, no norte do estado do Rio, Zequinha Pimentão foi substituído pelo vereador Ralph Kezen. A notícia provocou uma revolução nesta cidade com 40.145 habitantes. Querem impugnar a candidatura de José Renato Padilha (PMDB), da situação. Soube por fontes seguras que houve um foguetório. Maria Dib (11) estaria comemorando antes do prazo.

    Afinal, cabe ou não mudar o postulante às vésperas da eleição? A resposta está no artigo 13 da Lei 9504/1997. Reproduzo abaixo o referido texto da Lei que não deixa dúvidas sobre o tema.

    “Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu registro indeferido ou cancelado.

    § lº A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido até dez dias contados do fato ou da decisão judicial que deu origem à substituição.

    § 2º Nas eleições majoritárias, se o candidato for de coligação, a substituição deverá fazer-se por decisão da maioria absoluta dos órgãos executivos de direção dos partidos coligados, podendo o substituto ser filiado a qualquer partido dela integrante, desde que o partido ao qual pertencia o substituído renuncie ao direito de preferência.

    § 3º Nas eleições proporcionais, a substituição só se efetivará se o novo pedido for apresentado até sessenta dias antes do pleito.”

    Como diria o ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho: a regra é clara. A Resolução 22.717/08 do Tribunal Superior eleitoral (TSE), cujo sítio está fora do ar, também regulamenta o assunto. O jeito é esperar a resposta das urnas.

    Nas urnas todos sabem quem perdeu, agora basta esperar, ate’ o mais tardar na quarta feira, prazo final do TSE para proclamar e diplomar os eleitos e assim saberemos se o Jose Renato assume, ou se teremos novas eleicoes. Sobre a oposicao o unico comentario que posso fazer e’ que nao adianta dar remedio para morto.

    Acabou o milho acabou a pipoca, Maria Dib nao assume e’ Jose Renato ou novas eleicoes!!!

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