A crise imobiliária

Especulação imobiliária tornou Ponta Negra um dos locais mais caros de Natal (RN)

Especulação imobiliária tornou Ponta Negra um dos locais mais caros de Natal (RN)

A crise financeira mundial atingiu, em cheio, o mercado imobiliário de Ponta Negra, em Natal (RN). Um dos pontos mais caros da capital potiguar começa a sofrer com a redução de dinheiro neste setor. Ou seja, os imóveis naquela praia cujo metro quadro chegou a valer R$ 7 mil – um dos mais elevados do país -, começa a despencar.

Ponta Negra foi alvo de investidores estrangeiros. Corretores já aceitam negócios em moeda nacional

Ponta Negra foi alvo de investidores estrangeiros. Corretores já aceitam negócios em moeda nacional

Na outra ponta, os corretores que tinham cidadãos europeus como clientes Vips ou preferenciais, começam a buscar negócios com brasileiros. A moeda neste mercado que girava entre dólar e euro, agora tem predominância no real. Um proprietário de imóvel naquela região, que havia anunciado a venda por R$ 2 milhões, já aceita fechar negócio por R$ 1,5 milhão, ou seja, uma desvalorização de 25%.

A praia de Ponta Negra foi “invadida” nos últimos anos pelos estrangeiros – em especial europeus – que adquiriram terrenos, casas, apartamentos, prédios, a preços razoáveis. Esse fenômeno provocou uma verdadeira “bolha” imobiliária e “expulsou” dali os nativos. O local perdeu também as características de um lugarejo nacional e passou a conviver com outros idiomas. Isso foi tema de reportagem no Jornal da Band, ontem à noite, que mostrou também a situação idêntica em Fortaleza (CE)

Quem conhece a cidade de Macaé, no litoral norte do estado do Rio, sabe exatamente o que significa o processo vivido em Natal. Naquele município fluminense, com a chegada a Petrobras e empresas off-shore, os nativos também deram espaço para os grupos que vieram de outras regiões. Empresas transnacionais se instalaram na cidade, o que provocou um inchaço e elevação do preço dos imóveis.

Mas, Macaé não terá o reflexo imediato da crise como verificado em Ponta Negra. Isso porque a produção de petróleo no litoral fluminense seguirá por muitos anos. Apesar do preço do barril ter caído para perto dos US$ 35, a Petrobras manterá os investimentos e, como consequência, aquele mercado ainda continuará em ebulição.

Algo bem diferente do verificado, por exemplo, em Porto Feliz, noutro extremo do estado do Rio, nas proximidades de Resende, onde a demissão de trabalhadores é latente.  E, toda essa crise financeira mundial, segundo avaliação dos economistas de plantão, só começa a inverter no segundo semestre deste ano. Quem conseguir se segurar até lá poderá contar com dias melhores a partir de agosto. É esperar para ver.

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Uma resposta to “A crise imobiliária”

  1. Marcos Says:

    Tudo por causa do créditos podres vendidos e comprados neste mundo!

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