Lula 2014!

Lula foi recebido por obama na Casa Branca (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Lula foi recebido por obama na Casa Branca (foto: Ricardo Stuckert/PR)

A imagem do fim de semana mostra os presidentes Lula e Obama se cumprimentando em Washington. Foi o encontro esperado pelos dois líderes mundiais. Lula embarcou para os Estados Unidos dizendo que “atacaria” o protecionismo norte-americano.
 
Enquanto isso, a revista IstoÉ traz na capa reportagem que detalha Lula preparando terreno para voltar ao Palácio do planalto em 2014. Será uma difícil missão.

A revista IstoÉ traz as articulações de Lula para 2014

A revista IstoÉ traz as articulações de Lula para 2014

 

 

Lula diz a Obama que é preciso retomar comércio entre países

Eduardo Castro
Enviado Especial da EBC  
 
 
 
 
Washington (Estados Unidos) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (14), em entrevista concedida ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que “é preciso que o crédito volte a fluir para facilitar o fluxo comercial entre os países”.

“Vamos trabalhar com uma proposta para discutir no G20. É importante que seja rápido, porque o desempregado de hoje é o problema social de amanhã”.

A entrevista ocorreu no salão oval da Casa Branca, após o encontro reservado dos dois presidentes, que durou 20 minutos. Antes, houve uma reunião mais ampla, que incluiu ministros que estavam com Lula e auxiliares de Obama. Ao todo, os encontros duraram uma hora. 

O presidente Lula voltou a criticar o protecionismo, porque esse tipo de ação, agora, segundo ele, aumenta a crise. “Precisamos dinamizar as economias internamente e garantir o crédito para o comércio. É preciso amadurecer uma proposta e apresentar soluções. Eu sou otimista”, disse Lula.

Em resposta, o presidente Barack Obama concordou com Lula e afirmou que aumentar o protecionismo na hora da crise pode dar um resultado contrário ao esperado. “É tendência natural na crise jogar o sacrifício para os outros. Mas é importante garantir a troca de bens, serviços e produtos. Vamos trabalhar junto com o Brasil nesse tema. O objetivo é, no mínimo, não andar para trás”, disse Obama.

O presidente Lula defendeu o programa energético brasileiro a partir do etanol e disse que o Brasil “é abençoado por já defender o combustível limpo há 30 anos. Mas eu sei que uma mudança na matriz energética de um país não acontece de uma hora para outra. É um processo”.

Para Obama, o Brasil mostra extraordinária liderança no tema biocombustíveis. “A minha política é dobrar os esforços no mesmo sentido. A questão do etanol, entre Brasil e Estados Unidos, está tensionada, não vai mudar de um dia para o outro, mas ao longo do tempo isto pode ser resolvido”, garantiu.

No clima de bom humor com que os dois presidentes concederam a dupla entrevista às imprensas brasileira e americana, o presidente Lula voltou a afirmar, desta vez diante de Obama, que reza mais pelo presidente americano do que por ele mesmo.

“Desde a sua posse, há 40 dias, eu digo que eu rezo mais pelo Obama do que por mim. E digo que eu não queria estar no seu lugar”, disse Lula.

Bem humorado, Obama respondeu na hora: “É a mesma que coisa que me diz a minha mulher”.

Convidado pelo presidente Lula, Barack Obama confirmou que fará uma visita ao Brasil, mas não disse a data. “Por ser havaiano, não posso deixar de ir às belas praias do Rio de Janeiro”, disse.

Perguntado se gostaria de visitar a Amazônia, Obama respondeu que sim e completou: “Eu acho que os opositores do Partido Republicano adorariam que eu me perdesse por lá”.

 

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4 Respostas to “Lula 2014!”

  1. rejane Says:

    Acho que este encontro entre os dois presidentes pode ser proveitoso.
    Agora em relação ao Lula vir com sua candidatura em 2014 não acho
    válido. O Lula foi um mal necessário que ,com certeza, não será mais.
    A era Lula, pra mim, já passou.

  2. FHC Já Says:

    FHC já!!!

  3. Fabricio Says:

    Até hoje não entendo porque algumas pessoas dizem que Lula é um “mal necessário”…

  4. Lucio Furtado Carvalho Says:

    LULA 2014
    As últimas declarações do presidente Lula, e sua visível irritação com as críticas ao PAC, que é dito eleitoreiro, desencadearam com antecedência a campanha presidencial de 2010.

    Nos últimos dias, sempre em palanques de inaugurações e eventos populares ele afirmou entre outras coisas, que o PAC não é eleitoreiro, que “faremos o sucessor para continuar governando” e até atribuiu à oposição a renúncia forçada do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, mas apenas para alfinetá-la, porque é difícil que ele não acredite nos fatos graves que forçaram o citado político a renunciar.

    E dos discursos presidenciais decorreram especulações, algumas até absurdas, como a da renúncia do presidente em abril de 2010 para concorrer ao Senado e ficar na cena política para candidatar-se novamente em 2014, como se ele precisasse disso, com o capital eleitoral que possui e 68% de popularidade apurada e divulgada pela imprensa que muitos insistem em chamar de “pig”, mesmo ela não escondendo tais números.

    Mais do que isso, uma parte dos holofotes passou a acompanhar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que num lance de entusiasmo chegou até a admitir a “maternidade” do PAC, o que logo depois foi amenizado, porque a ministra sabe que é tão mais difícil governar quanto maior a temperatura de um processo eleitoral.

    O PAC não é eleitoral, porque num país em que há eleições a cada dois anos, é impossível ao Governo Federal tocar obras e programas sem que eles se iniciem ou tenham andamento durante campanhas por votos. E ao mesmo tempo é importante porque o Brasil precisa das obras que ele encerra. Aliás, sou favorável à essa concentração
    de iniciativas e coordenação em apenas um ministério, é melhor que aquela fragmentação inútil do passado onde os programas corriam sozinhos dentro das pastas individuais nos ministérios. Hoje, pelo menos, uma ministra assume todas as responsabilidades se alguma coisa dá errada, ao mesmo tempo também assume os louros. Se tem efeitos eleitorais? Bem, todos os ministros são políticos, e políticos são indissociáveis de campanhas eleitorais.

    Mas se o PAC não é eleitoreiro, a atitude do presidente é.

    É bem dito que ele tem todo o direito de escolher um candidato e apoiá-lo. Aquela atitude de “magistrado” que foi adotada por José Sarney em 1989, mantendo-se indiferente ao processo, só ocorreu porque ninguém queria o então presidente no palanque, o que não ocorre com o atual, que é extremamente popular e bom em puxar votos.

    Só que fazendo isso ele adianta a campanha e suas baixarias de modo que ele, seu governo e qualquer ou pessoa ligada aos dois, em especial a sua candidata presuntiva, passam a ser fustigados pela oposição que por sua vez não faz nada errado agindo assim, até porque o partido do presidente, o PT, fez a mesma coisa na época em que o então ministro José Serra recebeu o apoio de Fernando Henrique Cardoso.

    A diferença é que, naquela época, faltavam 6 meses para a eleição e hoje, faltam mais de 2 anos, só isso. Mas foi o presidente quem desencadeou a campanha adiantada.

    É tudo política, e quando uma campanha eleitoral começa, pouco se pensa no país,no governo ou mesmo na moral das pessoas. Como diria um político paranaense, “na política vale tudo, menos perder”. Sendo política, o que é lamentável é a precocidade da campanha de 2010, mas já que tornou-se inevitável, os brasileiros que se acostumem, porque até lá, pouco se pensará no país e muito nas urnas.

    Nesse processo, a pessoa mais tranquila é o presidente. Os resultados econômicos de seu governo dão a ele a chance de eleger o sucessor com folgas, ainda mais quando a oposição é fragmentada entre Aécio e Serra. E mais que isso, o presidente tem capital para eleger seu sucessor e até vencê-lo em 2014, mesmo sendo um aliado.

    Enfim, se o presidente Lula vender bem sua imagem durante esta campanha, não precisará de cargo nenhum para manter-se candidato para 2014.

    Penso que estamos em plena campanha presidencial, mas principalmente a de 2014.

    PS: Uma assessora próxima à ministra Dilma produz um dossiê. A notícia é interceptada pelo PSDB antes do “vazamento” da informação e logo após fala-se em CPI da Dilma e até renúncia dela, ao mesmo tempo em que o presidente diz que estão “destilando ódio” contra o governo. É campanha eleitoral aberta e bravateira como todas as campanhas no Brasil, e assim será daqui até 2014 se em 2010 o presidente fizer seu sucessor.

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