Operações da PF

Comunicado da construtora Camargo Corrêa publicado nas primeiras páginas dos jornais brasileiros

Comunicado da construtora Camargo Corrêa publicado nas primeiras páginas dos jornais brasileiros

A primeira página da Folha de S. Paulo

A primeira página da Folha de S. Paulo

O barraco que rola nesta quinta-feira (26) atingiu mais uma vez a casa de bacanas. Eliana Tranchesi, empresária da Daslu, foi presa por determinação da Justiça Federal. A “bacana” divulgou um bilhete onde expõe sua contrariedade com relação à decisão do Poder Judiciário. Tranchesi caiu nas teias de uma operação da Polícia Federal batizada de Narciso.

 

 

 

Leia abaixo a íntegra do bilhete escrito por Tranchesi:

“Não vejo sentido em estar presa novamente. Não represento perigo para a sociedade. Este processo começou há quase três anos. Minha vida foi revirada. Fui presa por um crime tributário cujas multas já haviam sido lavradas e estavam sendo pagas. Vocês acompanharam tudo e viram que enfrentamos muitos problemas, fechamos lojas, demitimos 500 funcionários, mas observaram também que as mesmas lojas estão sendo reabertas e muitas pessoas foram recontratadas.

Devo tudo isso a cada uma das mais de 600 pessoas que trabalham comigo. Sei que podem tocar a Daslu, pois são corajosas, competentes e determinadas e tiveram a força posta à prova durante todo esse período de luta contra as adversidades. Vencemos, crescemos e estamos fazendo sucesso. A Daslu continua a ser uma referência internacional na moda. Um motivo de orgulho para mim e um exemplo do que o Brasil pode dar ao mundo.

Neste momento, meu coração está com meus filhos. Penso neles todo o tempo e me questiono se era necessário mais um sofrimento em seu coração. Quanto à Daslu, tenho muita esperança, muita determinação e muitos sonhos. Sonhos que a minha equipe comprometida e competente vai ajudar a realizar.

Obrigada,

Eliana Tranchesi”

Ao mesmo tempo, a PF contribui muito para engordar os caixas dos principais jornais do país. A Operação Castelo de Areia, que botou na cadeia diretores da construtora Camargo Corrêa, fez com que a empreiteira estampasse, nas primeiras paginais dos jornais, anúncios com esclarecimentos sobre o acontecido. Com exceção de O Globo, que colocou o anúncio em uma coluna e o abriu na página 3, os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo publicaram um quarto de página na primeirona, o espaço mais nobre, e por isso, mais caro.

O texto do comunicado é reproduzido na ilustração deste post no Diário de Bordo. Aproveito a oportunidade para solicitar a quem tem informação sobre o custo de um anúncio na primeira página da Folha ou do Estadão. Acredito que o mesmo presente deve ser dado a pelo menos três ou cinco revistas semanais (Veja, Época, Istoé, Istoé Dinheiro, Carta Capital…).

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