Intrigas de Estado

O filme Intrigas de Estado tem lançamento previsto para o fim do mês (foto Divulgação)

O filme Intrigas de Estado tem lançamento previsto para o fim do mês (foto Divulgação)

Um excelente programa para o fim do mês é assistir ao filme Intrigas de Estado, de Kevin Macdonald. Trata-se, segundo artigo de Eduardo Graça, em Carta Capital – edição já nas bancas – de um tributo a “Todos os Homens do Presidente”. Mas, enquanto a película não chega aos cinemas, recomendo a leitura da matéria. Abaixo, reproduzo o início daquilo que está publicado no papel, ou seja, na revista CC.

Avalio também como um instante de reflexão toda a questão envolvendo o jornalismo no Brasil e no mundo. Claro, o filme faz uma análise ácida da mídia impressa e o futuro das publicações. Nos Estados Unidos da pós-crise econômica os jornalões estão fechando as portas. Empresas de famílias viraram pó. Por isso, acredito ser oportuno o debate sobre o futuro da mídia e sua importância para a sociedade. No Brasil  e no exterior.


  

A era do gelo

Eduardo Graça ,

Os últimos minutos de Intrigas de Estado, filme de Kevin Macdonald que chega aos cinemas brasileiros no dia 24, não são dedicados aos protagonistas Russell Crowe ou Ben Affleck. Um tributo a Todos os Homens do Presidente, o clássico de Alan Pakula com Dustin Hoffman e Robert Redford, Intrigas de Estado termina com uma “elegia ao processo de impressão em papel do jornal”, nas palavras do diretor britânico. A audiência é convidada a observar, passo a passo, o processo de criação da primeira página de um diário nos dias de hoje, do computador à impressão final. “Esta foi a maior homenagem que poderia fazer ao jornalismo impresso e à sua importância na vida contemporânea. Quis registrar, na tela, o fim de uma era”, diz o diretor, conhecido do público por O Último Rei da Escócia, que narra as aventuras de um médico escocês na Uganda do ditador Idi Amin.

Aqui jaz o jornalismo norte-americano? Hollywood, desta vez, não parece exagerar. Desde o início da crise financeira, nada menos que 93 jornais diminuíram sua periodicidade, cortando ao menos um dia de circulação. Outros cinco simplesmente abandonaram seus parques gráficos e optaram por versões exclusivamente on-line, diminuindo radicalmente o número de funcionários e, consequentemente, a produção de reportagens.

Ainda circulando normalmente, mas com redações em pânico, estão jornais-símbolo da imprensa dos EUA, como o Los Angeles Times, o Chicago Tribune e o Philadelphia Inquirer. Todos entraram com pedido de falência nos últimos meses. Como o Inquirer, dos mesmos donos do Daily News e do Chicago Sun-Times, anunciou no último dia de março sua debacle financeira por conta de uma dívida de mais de 60 milhões de dólares com o Fisco americano, todos os grandes jornais das capitais de Illinois e da Pensilvânia faliram.

Do outro lado do país, a situação não é mais animadora. Denver e Seattle perderam a primazia de ter jornais concorrentes. Enquanto o Post-Intelligencer, um marco da capital do estado de Washington, decidiu na segunda quinzena de março que passaria a ter apenas uma versão na internet, ofuscando o globo adornado por uma águia, um dos mais reconhecíveis símbolos de Seattle, o Rocky Mountain News simplesmente fechou as portas depois de 150 anos de jornalismo local.

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Uma resposta to “Intrigas de Estado”

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