Três de Maio

No Rio, manifestantes fizeram protesto contra visita do presidente do Irã

No Rio, manifestantes fizeram protesto contra visita do presidente do Irã

O adiamento da visita oficial ao Brasil pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, não ficou devidamente explicado. O fato de se realizar eleições naquele país dentro de 30 dias não me parece capaz de convencer até porque se este fosse o motivo verdadeiro, Ahmadinejad nem teria dado ao trabalho de vir à América do Sul nesta altura do campeonato, inclusive com a participação da delegação irania de empresários daquele país.

O presidente do Irã é odiado por judeus e homossexuais

O presidente do Irã é odiado por judeus e homossexuais

Para entender melhor: o adiamento foi noticiado por agência no Irã antes mesmo de o governo ter feito contato para tratar do assunto às vésperas da viagem. Um dos pontos centrais da visita, o encontro com o presidente Lula, poderia servir para se buscar uma reaproximação entre o Irã e os Estados Unidos, aliás, fato que recebeu manifestação do presidente Barack Obama. O Irã fora parceiro dos EUA até a derrubada do Xá Reza Pahlavi pelos aiatolás.

Então, voltamos no tempo. Domingo, 3 de maio de 2009, ocorreram dois protestos (São Paulo e Rio de Janeiro) com manifestantes contrários à visita de Ahmadinejad. Indago: será que o movimento foi capaz de assustá-lo ao ponto de decidir adiar a visita oficial ao Brasil? Sim e não.  Não, porque aquele pequeno aglomerado jamais intimidaria um algoz do porte do presidente do Irã, chamado de tirano. Sim, após descobrirem quem estava por trás do movimento, muito mais poderoso – um cão pit bul.

Yasser Arafat visitou o Brasil e recebeu esquema especial de segurança

Yasser Arafat visitou o Brasil e recebeu esquema especial de segurança

Um post aqui neste Diário de Bordo – Marcha e vela – colocado ontem (6) revelou que as manifestações teriam o dedo do Mossad, serviço secreto de Israel. E como as suspeitas caem sobre a inteligência israelense: um avião que sobrevoou a orla do Rio com uma faixa contra Ahmadinejad tinha assinatura de uma construtora brasileira que, no mesmo domingo, informou não ter qualquer envolvimento com o protesto. A mesma construtora mobilizou seus “agentes” e para surpresa teria descoberto que o Mossad estava no caso. Isso foi contado por um executivo do grupo, mas não confirmado oficialmente.

Isso sim seria motivo suficiente para o adiamento da viagem. A questão de segurança. Imaginem se acontece algo contra o presidente do Irã em pleno Planalto Central? Informo que acompanhei – no governo Fernando Henrique Cardoso – a visita oficial do chefe da autoridade Palestina Yasser Arafat a Brasília. Ele chegou ao Congresso Nacional com o patrulhamento de dois helicópteros e mais um batalhão de seguranças. Uma operação de guerra.

Agora, o Ahmadinejad vive um momento bem conturbado. Ofensas aos judeus, aos homossexuais e por aí afora. Na bagagem, ele coleciona muitos inimigos. Agora, falta às autoridades esclarecer melhor a questão sobre o adiamento da visita. Pois, se as informações forem verdadeiras, usou-se uma cortina de fumaça para encobrir um caso escabroso de espionagem no Brasil. Estou lendo o livro “Queime antes de ler”, do ex-diretor da CIA no governo Jimmy Carter, Stansfield Turner. Turner faz revelações interessantes. Fica fácil entender o funcionamento dos serviços secretos, inclusive o de Israel.

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