Primeira leitura

jornais - leitura

Está na coluna do Ancelmo Góis, nO Globo: Adionel Cunha voltou! O assessor de imprensa e porta-voz da Arquidiocese do Rio de Janeiro retomou o posto do qual fora destituído por dom Eusébio Oscar Scheid. E vem num momento em que a Igreja Católica no Rio é bombardeada por escândalos. O Dia – um dos mais vendidos (tiragem) jornais cariocas – aponta gastos de R$ 15 milhões para, entre outros mimos, aquisição de um luxuoso apartamento na Avenida Rui Barbosa, um dos pontos mais nobres do Flamengo.

Fala-se em auditoria. E Adionel retorna às funções pelas mãos de dom Orani João Tempesta. Aliás, o novo bispo tem revisto algumas decisões do antecessor dom Scheid que, no ano de 2008, modificou decisões de dom Eugênio de Araújo Sales, o cardeal arcebispo do Rio por várias décadas. As disputas no Rio mostram algo típico do ser humano. Não basta ser padre (sacerdote), é preciso ter um comportamento ereto, ilibado, etc e tal. Ou seja, até aqueles que se dizem mais próximos de Deus também cometem desvios. Mas é um assunto que deve ser resolvido na Justiça, mesmo que Ela seja Divina.

Estou na leitura do quinto jornal. Pela manhã passei os olhos nas notícias publicadas no Correio Braziliense, Jornal de Brasília e O Globo, publicações que recebo em casa. No momento, folheio O Estado de S. Paulo e, enquanto isso, a edição da Folha de S. Paulo repousa na mesa de trabalho para ser conferida.

Os assuntos são bastante parecidos e muito cansativos. Em política, o deputado Sérgio Moraes – aquele que se lixava para a opinião pública – foi destituído da relatoria do processo contra Edmar Moreira, o deputado do castelo. Temos também um tiroteio no Rio Grande do Sul. Tentam abater a governadora Yeda Crusius (PSDB) com denúncias de desmandos.

Ainda insistem na gripe suína. Mas o assunto começa a esfriar ainda mais quando se revela que a meningite e a dengue mataram 90 pessoas na Bahia desde o início do ano. Isso é que é “escândalo” de saúde pública. Venho batendo na mesma tecla há semanas: por qual motivo a mídia dá espaço extraordinário para os brasileiros gripados no exterior em detrimento da “praga” da dengue.

Lembro-me que os casos de dengue frequentam o noticiário desde os anos 80. Trabalhava como correspondente do Jornal do Brasil, em Niterói, em 1986, quando prefeitos do interior fluminense fizeram reunião na sede da Prefeitura de Niterói. Foi a minha primeira experiência como repórter (era o único escriba naquela reunião) a entrevistar mais de 10 chefes dos Executivos municipais que ocupavam uma mesa. A conversa se desenrolou como num campeonato de xadrez. Ficava frente a frente com a autoridade de forma rotativa e mudava de lugar a partir do momento em que tinha obtido as informações necessárias do entrevistado.

Nas páginas destinadas às notícias internacionais, três assuntos se destacam: a visita do papa Bento 16 ao Oriente – Palestina, Israel e Cisjordânia -; a não liberação de fotos que mostram torturas contra presos, um recuo do presidente Barack Obama; e, não menos importante, o apoio do Brasil para o novo presidente da UNESCO: o egípcio Farouk Hosini em detrimento do brasileiro Márcio Barbosa. A diplomacia está atirando para todos os lados.

Mas o destaque vem nas páginas de Economia dos principais jornais. A solução do governo federal para taxar a poupança do brasileiro é uma tungada. E o interessante nesta matéria é que em 1989, quando Fernando Collor de Mello disputava a sucessão de José Sarney com Luiz Inácio Lula da Silva, um dos pontos que provocou abalo no alicerce da candidatura Lula foi justamente a notícia do confisco da poupança. E o que se viu: Collor venceu e confiscou a poupança do cidadão. E Lula agora vem com medida que deve afugentar aqueles que “aplicam” na poupança. É! Mexer na poupança do próximo deve ser tentador.

E o Esporte não tem as novidades dos jogos válidos pela Copa do Brasil e Libertadores da noite passada. Claro, os jornais já estavam fechados quando os jogos foram encerrados. Espaço mesmo só o Vasco que abateu o Vitória em São Januário por 4 a 0 na primeira partida da Copa do Brasil. A partida em São Januário terminou antes do fim de “Caminho das Índias”. Enquanto isso, Inter e Flamengo não saíram do 0 a 0 e o Corinthians venceu o Fluminense por 1 a 0 no Estádio Pacaembu. Em Porto Alegre, o Grêmio passou para a próxima fase da Libertadores com vitória de 2 a 0 sobre o Universidad San Martín-PER, no Olímpico. É isso aí.

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