Posts Tagged ‘Bolsa-Família’

Dilma, a falsa?

julho 29, 2009
Dilma e a bolsa Kelly da Hèrmes. Seria um falso produto? (foto O Globo colhida na internet)

Dilma e a bolsa Kelly da Hermés. Seria um falso produto? (foto O Globo colhida na internet)

O babado do momento é uma foto publicada em O Globo da ministra Dilma Rousseff. Nos braços, uma bolsa Kelly da marca Hermés. A Kelly original – segundo os fashionistas – sai por módicos R$ 12 mil. Coisa para bacana. Muito mais do que a dona Dilma ganha de salário (isso sem os penduricalhos dos conselhos da Petrobras e outros mais).

A verdadeira Kelly da Hèrmes custa R$ 12 mil

A verdadeira Kelly da Hermés custa R$ 12 mil...

O escândalo aumenta com a informação da assessoria palaciana: a bolsa de Dilma não é original.  Ou seja, ela usa produto pirata. Para os que combatem a pirataria – e o governo tem uma comissão para tratar disso – ter na ministra uma potencial candidata a candidata à vaga no PT para concorrer à sucessão do presidente Lula soa como um achincalhe.

Anúncios

Vai entender de política… (Uma salada de frutas!!!)

maio 14, 2008

Vou até o quiosque mais perto do trabalho. No estacionamento, um adesivo anuncia: PSC é 20. Roriz é 10. Pensei: estão ressuscitando o ex-governador e ex-senador Joaquim Domingos Roriz (15 seria melhor, o número do PMDB). Coisas da política, ou melhor, de política em Brasília. Essa manifestação democrática me leva a entender que já existe movimento querendo a volta do velho político (não confundir com político velho). Como dizia lá em Minas, uma raposa…mas não aquela da toca.

E qual a explicação que melhor caberia a este simples adesivo? Enfraquecimento do governador José Roberto Arruda (DEM), cujo número é 25. Ou a saudade dos cabos eleitorais pelo emprego fácil. E eu mais uma vez me pergunto: no governo Arruda o emprego é difícil? Apenas uma visão de ótica, ou de ponto de vista. E o leitor não deve ficar confuso para tanta confusão. Política é assim, meio confusa, sabe, sei lá, entende?

Duas notícias povoam os sítios neste meio de tarde. A primeira delas é que o projeto de lei que aumenta para seis meses a licença maternidade subiu mais um degrau. Da cabeça da senadora Patrícia Saboya, essa benesse saiu do papel na chamada Câmara Alta tupiniquim e já encontrou respaldo na outra Câmara, a baixa… Seis meses em casa é muito tempo? Uma repórter de TV justifica: esse período é suficiente para que a mamãe sustente o filho com o leite materno.

Para as mães nordestinas de baixa renda (não é preconceito), conceber uma criança significa aumentar a renda. Claro! Tem o Bolsa-Família. A cada bacuri, mais recurso público. É a verdadeira cadeia alimentar. E essas crianças serão futuros (e) leitores da ministra Dilma Roussef, a mãe do PAC.

As empresas estão prevendo retração nas contratações de trabalhadoras. Como uma micro ou pequena empresa poderia se manter, por exemplo, se as poucas funcionárias engravidassem numa mesma época? É um caso a se discutir. A criação de creches nos locais de trabalho seria solução. Talvez. Mas qual MPE teria recursos para esse atendimento. A reivindicação é justa, mas onerosa.

Então, busco exemplos em outros países. Nos Estados Unidos, a trabalhadora tem direito a 12 semanas de licença. Na Alemanha, 14 semanas e, na Bélgica, 15 semanas. A Suíça, pasmem, apenas oito semanas. Agora, o exemplo de bondade ocorre mesmo na Suécia. Lá, papai e mamãe fincam três meses em casa. Depois, eles podem se revezar no trato ao pimpolho. A condição é que não ultrapassem os 480 dias. Ou seja, 16 meses.

A outra notícia é que deu Carlos Minc na cabeça. E mais uma vez me questiono sobre a tamanha influência do governador Sérgio Cabral Filho na administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Minc, esse “ecochato” urbano, que ganhou a vida na política colocando batatas nos canos de descarga dos ônibus do Rio, enfim, aceitou o convite e será alçado ao cargo do ministro do Meio-Ambiente (opa!!! Meio Ambiente).
Minc, que já foi verde (PV) e milita no PT, que é da base do governador Cabral do PMDB, chegou a sinalizar no exterior (conforme me conta uma leitora assídua) que declinaria do convite. Mas aceitou. E houve quem sugerisse que o melhor para Minc seria o lugar do Gilberto Gil, no Ministério da Cultura (o verdadeiro MinC).

E nessa salada de frutas que se transformou a política brasileira, deparei outro dia com o PV do DF no horário gratuito (que nada, quem paga é o contribuinte) defendendo Arruda com unhas e dentes. E na campanha para o governo local, o PV era aliado do PT de Arlete Sampaio. Pode uma coisa dessas???