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A primeira postagem…

abril 29, 2008

Iniciar um blog não é tarefa tão fácil como se pensava. Nem tão difícil quanto se imaginava. Então, abro esse espaço sideral, com o título “Diário de Bordo”, com a finalidade de relatar as viagens, as amizades, etc e tal.

Transporto então para esse espaço um texto que escrevi sobre a viagem à Índia:

Texto Roberto Cordeiro

Foto José Joffre

Nova Delhi – As diferenças entre Brasil e Índia vão muito mais além do fuso-horário de 8h30. Situada na Ásia Central, berço de duas importantes religiões (hinduísmo e budismo), a Índia se subdivide em 29 estados e seis territórios. Os idiomas mais freqüentes são hindi e inglês, além de 21 dialetos nacionais. Para um ocidental, quer seja em viagem a negócios ou a turismo, antes de preparar as malas e tomar o avião, é bom dedicar um tempinho para leituras de informações sobre o país.

Para que a visita seja bem-sucedida, planeje bastante. Pois senão, as chances de as coisas darem erradas são enormes. A culinária é rica, mas os pratos apimentados. Lá, a carne bovina não figura no cardápio. A vaca é sagrada. Frango e carneiro podem ser ótimas opções. Para beber, os sucos de frutas tropicais como melancia, melão e laranja. Água mineral se encontra em todos os lugares e a Pepsi domina os refrigerantes. As bebidas alcoólicas são caras. A cerveja Kingfisher é uma das mais consumidas.

A chegada à Nova Delhi se deu após uma conexão em Paris. Há conexões também para Frankfurt e Joanesburgo. O Aeroporto Mahatma Gandhi é bastante confuso. Lá, é possível saber o real significado da fila indiana. São filas quilométricas para entrar no terminal, vistoriar as malas, fazer o check in ou chek out, passar pela imigração, etc e tal. Ao deixar o terminal de desembarque, os primeiros contatos com a população. O trânsito bastante caótico. Para quem não conhece, recomenda-se não se arriscar ao volante pelas ruas da cidade. É impraticável.

A pobreza se contrasta com alguns sinais exteriores de riqueza. Pechinchar é a palavra que o viajante deve ter em mente. Negocie. Não aceite o primeiro preço cobrado nas lojas da capital indiana, mesmo que isso possa soar uma ofensa.

A moeda local (rúpia) traz a esfinge de Gandhi. Com R$ 1 compra-se 23,61 rúpias. E um dólar equivale a 42 rúpias. Há agências de câmbio e banco no aeroporto. O transporte em Delhi é bastante precário. Uma corrida de táxi, por exemplo, do Taj Mahl Hotel ao Delli Haat(galeria comercial sob um viaduto) custa 130 rúpias ida e volta. O motorista fica à porta da loja aguardando o passageiro.

Porém, o melhor é o tuc-tuc, uma espécie de vespa com capacidade para dois passageiros. Esse meio de transporte se prolifera por todos os cantos. Os simpáticos indianos não podem ver visitantes estrangeiros que saem com suas motinhas à cata de clientes.

Na capital indiana pode-se visitar alguns monumentos, mas o Taj Mahl, um dos mais importantes em Agra, um pouco distante. Os restaurantes recomendados para comida indiana são: Bukhara, Ivy, Masala Art e Punjabi By Nature. Já os pratos ocidentais podem ser consumidos no restaurante Basil and Thyme, Churrascaria Brasileiras, os italianos Diva e La Pizza, o espanhol Sevillia. 

Os principais pontos turísticos são Baha´i House of Worship, Crafits Museum, Humayun´s Tomb, Índia Gate, Jama Masjid, Lodhi Gardens, Qutab Minar, Rashtrapati Bhavan e Red Fort (Lal Qila).

Para as compras, além do Dilli Haat, as sugestões são os mercados Basant Lok, City Walk Mall, Connaught Place, INA Market e Santushti Complex Mall. 

A rede hoteleira é bastante diversificada. Os hotéis mais importantes são Ashok Hotel, Hyatt Regency, Le Meridien, Marriot Welcom Hotel, Maurya Sheralton, Radisson, Shangri-la, Taj Mahl, Taj Palace, The Ambassador, The Claridges, The Grand hotel, The Grand Intercontinental, The Imperial, The Oberoi e The Park.

O melhor período para visitar a Índia vai de outubro a março, quando a temperatura fica abaixo dos 40 graus. A Embaixada do Brasil em Nova Delhi fica no seguinte endereço: 8, Aurangzeb Road.  O telefone do plantão consular 09810697829

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