Posts Tagged ‘governador José Roberto Arruda’

O PMDB

maio 25, 2009
Roriz discursa observado por Filippelli na reunião do PMDB (foto Sheyla Leal)

Roriz discursa observado por Filippelli na reunião do PMDB (foto Sheyla Leal)

O pau cantou na casa de noca. Em pleno domingão, aqui em Brasília, reunião do diretório regional do PMDB transcorria bem até que o presidente local do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, mencionou o nome da deputada distrital Jaqueline Roriz como sendo apoiadora do governo José Roberto Arruda (DEM). Foi o argumento para o ex-governador e ex-senador Joaquim Roriz, pai de Jaqueline e ex-aliado de Filippelli e Arruda mostrasse suas garras.

A raposa Joaquim Roriz tenta voltar ao Palácio do Buriti pelo PMDB. Só que muito antes disso Filippelli “fechou” com Arruda. E para quem não acompanha a política local, o “acordo” com o PMDB regional aconteceu após infinitos ataques ao atual governador. Sem espaço no PMDB, Roriz deve buscar outra legenda que o assegure na disputa. Mas parece ser difícil, pois Arruda corre atrás de todos os partidos, mesmo aqueles de aluguel. Desta maneira, fecha as portas para o ex-governador.

Carne de panela na política mineira

maio 15, 2008

Num ano de eleições, parece que os assuntos políticos vão permanecer no topo da pauta de notícias deste blog. A noite passada foi um belo exemplo disso. Álvaro Teixeira da Costa, anfitrião do Correio Braziliense, abriu os salões de um hotel em Brasília para cerimônia que marcou o lançamento da nova marca do diário candango. Para comemorar os 200 anos da criação do jornal e também os primeiros movimentos que permitiram o nascimento do jornalismo tupiniquim, Álvaro reuniu as mais ilustres autoridades da República.

Na entrada do salão de eventos, informações sobre Hypólito José da Costa, fundador do jornal em Londres no ano de 1808. Para chegar ao Rio, o jornal levava 40 dias no interior dos navios. As notícias eram bastante passadas. Velhas diriam os novos jornalistas plugados nas páginas eletrônicas. Mas isso é história. O Correio somente voltou a circular, em 1960, por iniciativa de Assis Chateaubrind, que relançou o título na inauguração de Brasília, a nova capital republicana. (more…)

Vai entender de política… (Uma salada de frutas!!!)

maio 14, 2008

Vou até o quiosque mais perto do trabalho. No estacionamento, um adesivo anuncia: PSC é 20. Roriz é 10. Pensei: estão ressuscitando o ex-governador e ex-senador Joaquim Domingos Roriz (15 seria melhor, o número do PMDB). Coisas da política, ou melhor, de política em Brasília. Essa manifestação democrática me leva a entender que já existe movimento querendo a volta do velho político (não confundir com político velho). Como dizia lá em Minas, uma raposa…mas não aquela da toca.

E qual a explicação que melhor caberia a este simples adesivo? Enfraquecimento do governador José Roberto Arruda (DEM), cujo número é 25. Ou a saudade dos cabos eleitorais pelo emprego fácil. E eu mais uma vez me pergunto: no governo Arruda o emprego é difícil? Apenas uma visão de ótica, ou de ponto de vista. E o leitor não deve ficar confuso para tanta confusão. Política é assim, meio confusa, sabe, sei lá, entende?

Duas notícias povoam os sítios neste meio de tarde. A primeira delas é que o projeto de lei que aumenta para seis meses a licença maternidade subiu mais um degrau. Da cabeça da senadora Patrícia Saboya, essa benesse saiu do papel na chamada Câmara Alta tupiniquim e já encontrou respaldo na outra Câmara, a baixa… Seis meses em casa é muito tempo? Uma repórter de TV justifica: esse período é suficiente para que a mamãe sustente o filho com o leite materno.

Para as mães nordestinas de baixa renda (não é preconceito), conceber uma criança significa aumentar a renda. Claro! Tem o Bolsa-Família. A cada bacuri, mais recurso público. É a verdadeira cadeia alimentar. E essas crianças serão futuros (e) leitores da ministra Dilma Roussef, a mãe do PAC.

As empresas estão prevendo retração nas contratações de trabalhadoras. Como uma micro ou pequena empresa poderia se manter, por exemplo, se as poucas funcionárias engravidassem numa mesma época? É um caso a se discutir. A criação de creches nos locais de trabalho seria solução. Talvez. Mas qual MPE teria recursos para esse atendimento. A reivindicação é justa, mas onerosa.

Então, busco exemplos em outros países. Nos Estados Unidos, a trabalhadora tem direito a 12 semanas de licença. Na Alemanha, 14 semanas e, na Bélgica, 15 semanas. A Suíça, pasmem, apenas oito semanas. Agora, o exemplo de bondade ocorre mesmo na Suécia. Lá, papai e mamãe fincam três meses em casa. Depois, eles podem se revezar no trato ao pimpolho. A condição é que não ultrapassem os 480 dias. Ou seja, 16 meses.

A outra notícia é que deu Carlos Minc na cabeça. E mais uma vez me questiono sobre a tamanha influência do governador Sérgio Cabral Filho na administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Minc, esse “ecochato” urbano, que ganhou a vida na política colocando batatas nos canos de descarga dos ônibus do Rio, enfim, aceitou o convite e será alçado ao cargo do ministro do Meio-Ambiente (opa!!! Meio Ambiente).
Minc, que já foi verde (PV) e milita no PT, que é da base do governador Cabral do PMDB, chegou a sinalizar no exterior (conforme me conta uma leitora assídua) que declinaria do convite. Mas aceitou. E houve quem sugerisse que o melhor para Minc seria o lugar do Gilberto Gil, no Ministério da Cultura (o verdadeiro MinC).

E nessa salada de frutas que se transformou a política brasileira, deparei outro dia com o PV do DF no horário gratuito (que nada, quem paga é o contribuinte) defendendo Arruda com unhas e dentes. E na campanha para o governo local, o PV era aliado do PT de Arlete Sampaio. Pode uma coisa dessas???