Posts Tagged ‘Palácio do Planalto’

A pesquisa

setembro 22, 2009

oscinco
Acabei de folhear o calhamaço (65 páginas) produzido pela MCI em cima da pesquisa CNI-Ibope. Foram feitas 2.002 entrevistas entre 11 e 14 de setembro em 142 municípios. O que se apurou é que o presidente Lula está surfando em ondas cada vez mais altas e sua pré-candidata (Dilma Rousseff) começa a perder espaço para o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Mas, o governador José Serra parece ser o principal candidato a suceder Lula no Palácio do Planalto. Quando o candidato tucano é o governador Aécio Neves, a cadeira vai para Ciro.

O documento aponta também avaliação da população com relação às questões econômicas: 85% dos entrevistados acreditam que 2009 será um ano muito bom ou bom. Apenas 11% avaliam o ano como sendo ruim ou muito ruim. Outro detalhe: na pesquisa de março, 68% dos que responderam ao questionário previam que o desemprego iria aumentar. Hoje, o resultado cai para 40%. É a prova cabal do otimismo dos brasileiros.

Ainda sobre as questões de economia interna, a população aposta num declínio da inflação. E no aumento da própria renda. Ou seja, acha que terá mais dindin até o final do ano. Os entrevistados apontaram também uma lista dos principais problemas a serem enfrentados pelo próximo presidente: saúde (59%), educação (44%), emprego (35%); segurança e violência (30%).

Os pesquisadores indagaram também sobre as notícias mais lembradas referentes ao governo Lula. A onda do pré-sal ficou no topo, com 16% dos entrevistados lembrando o assunto, cabendo a segunda posição para os escândalos do Senado (leia-se José Sarney) e a compra dos caças franceses. A leitura que se faz é que Sarney, aliado desde criancinha do presidente Lula, não contaminou a popularidade do presidente sindicalista.

Quem se interessar pelo tema pode lê-lo no sítio http://www.cni.org.br.

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O efeito verde

agosto 14, 2009
Em Anápolis, Lula lança a candidatura de Henrique Meireles, do BC, a governador de Goiás (foto: Antônio Cruz/ABr)

Em Anápolis, Lula lança a candidatura de Henrique Meireles, do BC, a governador de Goiás (foto: Antônio Cruz/ABr)

Tudo ia tão bem no cenário político nacional naquilo que diz respeito à sucessão do presidente Lula, em 2010. As benesses ao PMDB do Senado Federal, na avaliação palaciana, eram suficientes para assegurar o nome da candidata a candidata Dilma Rousseff. Só não contavam com a articulação do Partido Verde (PV) em lançar a candidatura da senadora Marina Silva (PV-Acre) à mesma cadeira do Palácio do Planalto.

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Arruda no PMDB?

maio 3, 2009
Arruda, do DEM para o PMDB, é cria política de Roriz

Arruda, do DEM para o PMDB, é cria política de Roriz

A IstoÉ que está nas bancas diz que o governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), estaria com o pé num partido da base do governo Lula. Uma notinha “plantada” nas páginas da revista informa que importante ministro estaria articulando a filiação de Arruda: seria no PMDB? Uma análise do tabuleiro de xadrez que é a política da capital brasileira faz acreditar que a resposta é sim. Isso levando em conta ser verdadeira a notinha.

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Obama, “remédio” para o Brasil

fevereiro 3, 2009
Brasileiros acham que Obama será positivo para o Brasil

Brasileiros acham que Obama será positivo para o Brasil

Acaba de sair do forno pesquisa CNT/Sensus com 2 mil entrevistas em 136 cidades brasileiras das cinco regiões (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul) feita entre os dias 26 e 30 de janeiro. O trabalho sob encomenda da Confederação Nacional de Transporte (CNT) traz a primeira avaliação da população brasileira sobre o presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama.

A indagação foi: em sua opinião, Barack Obama, como presidente dos Estados Unidos, vai ser positivo para o Brasil (72,8%), indiferente (10,6%), negativo (4,1%) ou não sabem ou não responderam (12,6%). O resultado impressiona: 28% dos entrevistados assistiram à cerimônia de posse de Obama e 51,8% assistiram em parte a solenidade. Isso mostra que o cidadão brasileiro está ligado naquilo que pode ocorrer, além dos seus reflexos nos Estados Unidos e respectiva influência no Brasil e no mundo.

O documento completo está no CNT. A referida pesquisa mostra também que a população quer manter o presidente Lula no poder. Ou seja, uma indagação espontânea sobre em qual candidato votaria se a eleição fosse hoje teve o seguinte resultado: 21,3% Lula; 8,7% José Serra; 3,9% Aécio Neves; 2,5% Dilma Rousseff. Com Lula fora do páreo, o tucano Serra bate os outros candidatos.

A conclusão que se chega: pelo cenário atual, sem qualquer acidente de percurso e não havendo um nome novo e mais palpitante, José Serra será o sucessor de Lula na Presidência da República. O PT só manteria o poder se fosse modificada a legislação e, deste modo, permitisse mais uma disputa de Lula. Dilma é estranha no páreo e, mesmo a exposição a qual foi submwetida permitiu uma melhora no índice de popularidade.

O salvador

janeiro 24, 2009

O mundo vive a crise. O mundo respira a crise. Uma notícia saiu meio que na sexta página (na imprensa significa cesta de lixo) neste sábado (24 de janeiro), quando poucos no Brasil optam por se informar. Mas, merece uma reflexão. A crise mundial está provocando estragos na mídia européia. Então, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, aparece como sendo um salvador. Deve ser indiferente ao povo francês salvar jornais e saites…

 Nos Estados Unidos, o salvador chama-se Carlos Slim, o patrão do Zé Dirceu, amigo do Lula…O mexicano injetou soma de dólares (mexicanos) no The New York Times e evitou que Barack Obama fizesse o mesmo que Sarkozy. Mas Lula já fez o mesmo que o colega francês aqui no Brasil com recursos do BNDES, sem contar a verba publicitária que atende todas as mídias do interesse dos amigos do Palácio do Planalto. Ao término, todos vão entrar para a história da humanidade. Será? Quero os meus euros no blog Diário de Bordo.

França lança plano de 600 mi de euros para resgatar imprensa

da Folha Online

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta sexta-feira um plano para salvar jornais e sites de notícias no país, depois de já ter adotado medidas semelhantes para os setores bancário e automotivo, informa Cíntia Cardoso, em reportagem na edição da Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

 Ao todo, o pacote vai custar 600 milhões de euros distribuídos por três anos, sem incluir os recursos para a modernização do parque gráfico francês. Aos críticos que veem na iniciativa uma ameaça à liberdade de imprensa, Sarkozy disse: “Espero que ninguém veja um atentado à independência”.

No último dia 19, o o secretário de Estado para a Indústria da França, Luc Chatel, disse que o governo pode aumentar sua presença no capital de certos grupos do setor automobilístico. “Em troca do apoio do Estado, as montadoras deverão se comprometer na distribuição de dividendos e na manutenção das instalações industriais na França’, disse, citando discurso de Sarkozy. No mês passado, em visita ao Brasil, Sarkozy disse que o apoio ao setor automotivo não terá medidas protecionistas.

Ele reafirmou ainda que o Brasil e a UE (União Europeia) irão atuar a favor da retomada da Rodada Doha de liberalização do comércio mundial. No último dia 8, Sarkozy disse que o governo ofereceu 10,5 bilhões de euros aos bancos para facilitar os empréstimos destinados a enfrentar a crise financeira, o que eleva a 21 bilhões de euros os fundos fornecidos pelo Estado.

Uma nova mulher!!!

janeiro 13, 2009
Wilson Dias/ABr

O presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante cerimônia de abertura da 11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos Foto: Wilson Dias/ABr

Conheci a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na portaria do Ministério de Minas e Energia. Naquela época, Rousseff era secretária de Energia do governo do Rio Grande do Sul e fora ao Ministério para uma audiência com o então titular da pasta Rodolpho Tourinho. Ela levou um chá de cadeira. Na ocasião, ninguém poderia imaginar que ela chegaria tão longe. No governo Lula, sentou na cadeira de Tourinho e, depois, substituiu José Dirceu.

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O padrinho

outubro 25, 2008

Inicio este post afirmando que não conheço nada no currículo do professor de Direito José Geraldo de Sousa Junior que o desabone para ter sido o escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reitor da Universidade de Brasília (UnB), uma das instituições públicas de ensino mais conceituadas do País. Palco de resistência nos tempos do regime militar, a UnB passou por uma onda de denúncias que culminou no afastamento do ex-reitor Timothy Mulholland. Lembram? A lixeira do magnífico reitor! O apartamento mobiliado com os melhores móveis do Brasil!

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For All, ou seria para todos!!!

setembro 24, 2008

No auge da popularidade do presidente Fernando Henrique Cardoso, lá pela segunda metade dos anos 90, o tucano Sergio Motta dizia que o PSDB tinha um programa para permanecer pelo menos 20 anos no governo. Antes mesmo de FH ir para o segundo mandato, Motta morreu e com ele foram os planos de longa permanência no poder. O que se viu, a partir de 1998, foi a derrocada do sociólogo que deixou o Palácio do Planalto menos popular – isso segundo a opinião pública – do que quando entrou, em 1995.

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De estágio e maternidade

agosto 14, 2008

Dos projetos aprovados nas últimas horas pela Câmara dos Deputados e que serão levados à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destaco dois: regras para os estágios e licença maternidade. O primeiro busca o ordenamento – direitos e deveres – desta modalidade no país. O outro amplia de quatro para seis o número de meses da licença maternidade.

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Jogo de cena

julho 17, 2008

O debate da Operação Satiagraha descambou para o campo político. Parece mais um jogo de xadrez. Todos querendo dar o xeque-mate. Neste jogo de cena pode ser no rei ou na rainha. Os bastidores aqui em Brasília ontem (16 de julho) contaram com muitos jogadores, cada um mexendo as peças neste tabuleiro. A maior jogada partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista no Palácio do Planalto. Lula diz com todas as letras que o delegado Protógenes Queiroz tem “a obrigação moral” de concluir o inquérito policial e encaminhá-lo para o Ministério Público.

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