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De volta ao samba

maio 13, 2008

Valho-me de título da canção de Chico Buarque para ilustrar a minha volta ao dia-a-dia de Brasília. Embora o retorno tenha sido ontem (segunda-feira, 12), o agito do resto da tarde não me permitiu postar nada. Então, nesse início de tarde de terça-feira em Brasília dedico-me a contar as últimas horas no Rio, na Áustria (opas! Embaixada da Áustria no Brasil) e a maior expectativa deste dia: as primárias de Virginia Ocidental.

Como dizia o esquartejador: vamos por partes. No Rio, sede do BNDES, o lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo, o programa de incentivo à indústria nacional, tomou grande parte do tempo. Com a participação de 10 governadores, 11 ministros de Estado, empresários, lideranças patronais e de empregados, políticos. Muitos políticos circulavam por lá.

No meio da tarde, o vôo para Brasília. Seguimos do Aeroporto Tom Jobim direto para o Aeroporto Juscelino Kubitscheck. Quase duas horas de tamanha angústia. Aqui na redação, a correria para escrever a matéria, enviar para os jornais, alimentar o sítio e ainda me preparar para a noite. Programa: jantar na Embaixada da Áustria. Uma nova viagem, desta vez virtual, permitiu o contato com aquele país.

Acabamos a noite no restaurante Universal Diner, aquele da moda em Brasília e ainda bastante freqüentado pela comunidade GLS. Mas nada que me intimidasse. Aliás, as tribos são bem legais. Acabei a noite já bem de madrugada numa conversa animada com minhas duas leitoras assíduas. A patroa já dormia o décimo sono. Com as novidades postas em dia, recolhi-me. Só que não estava mais no Fasano da Vieira Souto. Mas na confortável cama do meu lar.

E não houve tempo para esquentá-la. Mal o dia começou, já estava na cozinha preparando o café da manhã. Pena que não tinha aquele café do Fasano. Caro, mas com todas as opções para a primeira refeição do dia. Nada pra fazer, corri para o batente. Outra vez os austríacos. Rodada de negócios. Os empresários daquele país querem aumentar o fluxo comercial com as indústrias brasilienses.

E as notícias nos sítios vão do assalto sofrido pela apresentadora Hebe Camargo à decisão da Justiça de manter presos o pai e a madrasta de Isabella. Prometi que não ia entrar nesse tema, mas não teve jeito. Limito-me apenas ao breve relato. E só.

De Virginia Ocidental, a notícia mais interessante e motivo de alguns post no blog. A senadora Hillary Clinton vai vencer as primárias e conquistar o maior número de delegados. Como? Estão em disputa 28 delegados. Isso não é nada para quem necessita de muitos apoios e pelas contas que fiz, pelos exercícios matemáticos, não conseguirá superar o até então adversário, o senador Barack Obama.

Digo até então porque Obama já mudou a estratégia política. Ou seja, enquanto a senhora Clinton não anuncia oficialmente a desistência da indicação pelo partido Democrata, o senador por Illinois se comporta como o candidato do partido para enfrentar John George W. McCain Bush, em 4 de novembro.

Tudo que quero agora é agendar audiência na Embaixada dos Estados Unidos para conseguir o visto para aquele país. Tai: se algum eleitor de Hillary, Obama ou McCain puder me dar uma força, agradeço. 

O sapo de Hillary

maio 8, 2008

 

Nos anos 90, em plena campanha eleitoral para a Presidência da República do Brasil, o então candidato Leonel de Moura Brizola chamou o oponente Luiz Inácio Lula da Silva de “sapo barbudo”. Já em pleno século 21, após outras insistências, o “sapo” se tornou presidente e está no segundo mandato. “Não seria fascinante fazer, agora, a elite brasileira engolir o Lula, este sapo barbudo?”, disparou Brizola em plena disputa vencida pelo “príncipe”, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso.

Na campanha seguinte, que reelegeu o “príncipe”, desta vez como candidato à vice-presidente na chapa do “sapo”, em entrevista ao Jornal do Commércio, o mesmo Brizola explicou: JC – Na última campanha presidencial o sr. bateu forte em Lula, chegando a chamá-lo de “sapo barbudo”. O sapo virou príncipe?

Brizola – Isso foi uma brincadeira. Um xiste, como dizem os espanhóis. Ele havia me acusado, primeiro, de ser uma pessoa ambiciosa e capaz de pisar no pescoço da mãe para alcançar a Presidência. Ele deve ter tomado uma cerveja antes, como eu havia tomado um copo de vinho.

Agora, centramos o foco na disputa para a indicação do candidato Democrata que irá disputar com o Republicano John McCain a sucessão do presidente George W. Bush. Numa campanha bastante acirrada, a senadora Hillary Clinton, insiste em receber a indicação do partido, mesmo com as últimas projeções que “sepultam” a candidatura. Ou seja, o senador Barack Obama é o único neste páreo com chances reais de atingir o quórum mínimo de delegados (2025) e obter o aval para entrar na “briga”.

Este blog, numa postagem anterior, informou que as chances da senhora Clinton são bastante remotas. Faltando 217 delegados, dificilmente a senadora chegaria à frente de Obama, candidato até então desconhecido da maioria da população do planeta, mas com credenciais suficientes para entrar na luta com John George McCain W. Bush (os nomes se confundem!!!)

Não seria Obama o “sapo” (sem barba) da senhora Clinton? Assim como Lula, o “sapo barbudo”, o senador por Illinois representa a minoria. Negro, de origem humilde, Obama vem conquistando o eleitorado americano. Agora, busca-se uma “saída honrosa” para sua oponente. Já se cogitou indicá-la candidata ao posto de vice-presidente dos Estados Unidos, na chapa encabeçada por Obama.

Insistente, Hillary declarou que vai até o fim. No momento, se encontra em campanha pelos votos dos 28 delegados de Virginia Ocidental. Cabeça dura, ela pode continuar a dar mais fôlego para McCain. No entanto, os analistas políticos americanos acreditam que a solução sairá em questão de dias. Falta apenas convencê-la de que o “tapetão” não é o melhor caminho para resolver o impasse político.